RLL faz mistério com candidatos, mas diz que “patrocínio será chave” para definir trio da Indy

Com Pietro Fittipaldi entre os cotados, Bobby Rahal apontou que lado financeiro será importante na definição dos pilotos da RLL para 2025

Um dos sócios da RLL, Bobby Rahal declarou que deve definir em breve o trio que competirá pela equipe na temporada 2025 da Indy. Enquanto tem somente Graham Rahal, seu filho, fechado para o próximo ano, o dirigente reconheceu que o patrocínio será vital para a definição dos pilotos.

O time de Zionville, na grande Indianápolis, está vivendo um período turbulento — não somente pelo desempenho medíocre apresentado em 2024. Logo após o término da temporada, o FBI conduziu uma investigação na sede do time, que supostamente estaria roubando propriedades intelectuais da Andretti, que viriam de um funcionário que a RLL contratou do time de, agora, Dan Towriss. Ao mesmo tempo, os dirigentes negociam a renovação do acordo que possuí com a rede de supermercados Hy-Vee, principal marca do carro #45.

Bobby Rahal foi quem introduziu a Hy-Vee ao mundo da Indy, que, atualmente, além de patrocinar a RLL, foi a principal marca estampada nas rodadas duplas de Iowa e Milwaukee. Ao que tudo indica, a empresa vai reduzir os investimentos em esportes.

“Estamos chegando perto [de fechar o trio para 2025]. Estamos trabalhando nisso, e o patrocínio será chave, como com todo mundo. Nas próximas semanas, deveremos ter um carro definido, e vamos fazer como será depois disso. Até agora, tudo bem. Não posso dizer quem está, quem não está, ou em quem estamos pensando, mas estamos progredindo. Fique atento”, disse Bobby Rahal à revista norte-americana Racer.

Bobby Rahal, sócio da equipe, e Graham Rahal (Foto: IndyCar)

“Ainda não chegamos lá, mas estou esperançoso [renovação com Hy-Vee]. Será uma das coisas que serão definidas em breve. Meu entendimento é que a Hy-Vee está fazendo alguns cortes na área esportiva, até mesmo com na rodada dupla de Iowa, pelo o que ouvi. Não sei o que isso significa, mas teremos correremos em Iowa. Obviamente, saberemos em breve. Temos um relacionamento muito forte com eles, então não posso ficar ouvindo muito esses rumores. Aguardando a definição deles, espero que seja a melhor”, completou.

Do trio de 2024, Graham Rahal seguirá na equipe, mas Christian Lundgaard, melhor piloto da equipe na classificação de 2024 — 11º, com 312 pontos —, irá para a McLaren. Enquanto há um certo mistério em torno de Pietro Fittipaldi. O brasileiro colocou o #30 dentro do Leaders Circle, que recebe um bônus de US$ 1 milhão [cerca de R$ 5,5 milhões] ao final da temporada, além de ser o nome preferido da 5-hour Energy, que patrocinou o carro na maior parte do campeonato. A tendência é pela continuidade na RLL, mas ainda não está ratificada a permanência.

Ainda que Fittipaldi fique na equipe, a RLL terá de definir quem será o terceiro piloto e Bobby Rahal transpareceu a preferência por um jovem.

“Confio totalmente no Graham. Esse ano, acho que ele conseguiu mais classificações entre os 12 do que em 2024, mas pagou o preço pelas punições por troca de motor. Tivemos sete sanções do tipo, o que realmente machuca. Foram 65 posições perdidas pela equipe no grid nessa temporada, o que é duro de recuperar. Em todo caso, temos Graham. O ritmo e a vontade estão lá”, disse o sócio da RLL.

Pietro Fittipaldi é um dos candidatos a permanecer na RLL (Foto: IndyCar)

“Claro, se olharmos para além dele, temos uma mudança geracional acontecendo. Caras como Scott Dixon e Will Power estão na casa dos 40, 40 e poucos. Pilotei até os 45, por isso, ainda é possível. Mas preciso olhar para a nova geração. Tem pilotos vindo da Europa, tem gente no paddock da Indy NXT e muitos jovens procurando um lugar. Por isso, temos de estar abertos e ter visão de longo prazo, pois esse é o ambiente atual”, prosseguiu.

Bobby Rahal apontou que o atual momento da Indy é muito similar ao período em que entrou na categoria, na década de 1980, quando muito pilotos estavam se aposentado e diversos jovens batendo na porta da competição. Até por essa razão, o dirigente indicou que tem analisado pilotos mais novos, pensando no futuro. O campeão da Indy 500 de 1986 também comentou que os talentos da Indy NXT estão subindo e apresentando bons resultados, o que assegura esse tipo de decisão.

“Aconteceu quando cheguei à Indy. Entre 1982 e 1984, muitos caras chegaram, muitos veteranos saíram. O mesmo tem ocorrido agora, então, vai ser interessante, com muitos pilotos vindo da Fórmula 2 para testes — e são bons competidores. Com a chegada da geração mais nova nos próximos anos, estamos em fase de planejamento”, falou o chefe da RLL.

“Quem quer que seja que convidemos para se juntar à equipe, confiamos que será competitivo e correr entre os seis, os oito primeiros. Quando se vê os resultados do [Linus] Lundqvist e de outros que vieram diretamente da Indy NXT, não parece ser um grande salto. Eles conseguem fazer o trabalho, o que é bom para a Indy. É legítimos para quem quer dar o próximo passo. As seis semanas que virão serão emocionantes para a categoria”, encerrou.

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