Gresini mantém González, mas corre ‘sem marca’ da QJ Motor a partir da Austrália
A Gresini afirmou que está em uma “discussão positiva” com a QJ Motor, mas, na esteira da polêmica em torno da bandeira usada por Manuel González no grid de largada do GP do Japão, vai correr “sem marca” nas últimas quatro corridas da temporada 2024 da Moto2
A Gresini bateu o martelo e decidiu manter Manuel González até o fim da temporada 2024 da Moto2 mesmo com o pedido de demissão imediata feito pela QJ Motor, a patrocinadora principal da equipe. Mas, de acordo com o time de Nadia Padovani, “como forma de respeito à China, a Gresini Racing Moto2 Team vai correr sem marca nas quatro corridas restantes da temporada”.
A polêmica começou no grid de largada de Motegi. Naquele sábado, González vestiu uma hachimaki, uma tradicional bandana japonesa, mas que é bastante associada ao exército japonês e, particularmente, aos camicases, aviadores que realizavam ataques suicidas contra alvos dos japoneses na época da Segunda Guerra Mundial.
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Acontece que Japão e China têm um histórico de conflitos. Em 1937, os dois países travaram a chamada Segunda Guerra Sino-Japonesa, iniciada com o avanço japonês sobre o território chinês. Um dos capítulos mais violentos do conflito foi o Massacre de Nanquim, quando centenas de civis e soldados chineses foram submetidos a torturas, estupros e mortes pelo Exército Imperial Japonês. O conflito acabou apenas com a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, mas estima-se que o número de mortos chineses no conflito seja de 18 milhões.
O uso da hachimaki incomodou a chinesa QJ Motor, que, mesmo reconhecendo que o piloto não teve intenção de ofender, pediu a saída imediata dele. No fim de semana, Manuel divulgou um vídeo nas redes sociais, com um pedido de desculpas.

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Durante dias, a Gresini se manteve em silêncio, mas agora confirma a permanência de González na equipe enquanto mantém o que considerou uma “discussão positiva” com a QJ Motor. Vale destacar, porém, que o vencedor do GP do Japão já assinou com a IntactGP para a temporada 2025 da Moto2.
“Motegi também foi palco de um incidente que envolveu Manuel González, que usou uma bandana japonesa durante o grid de largada. Tal ato — embora não intencional — eventualmente feriu a sensibilidade do povo chinês. A QJMOTOR e a Gresini Racing agora estão conduzindo uma discussão positiva e a expectativa é que tudo seja resolvido muito em breve”, disse a equipe em um comunicado à imprensa. “Como forma de respeito à China, a Gresini Racing Moto2 Team vai correr sem marca nas quatro corridas restantes na atual temporada”, completou.
No mesmo comunicado, González, mais uma vez, fez um pedido de desculpas pelo uso da hachimaki.
“Primeiro e antes de mais nada, gostaria de fazer um sincero pedido de desculpas a todos que se ofenderam com as minhas fotos no grid do Japão. Jamais tive a intenção de que fosse uma mensagem política, apenas algumas imagens relacionadas à cidade que recebia a corrida”, explicou González. “Nunca tive a intenção de faltar com respeito ou fazer um gesto ofensivo aos chineses, foi um gesto involuntário e inconsciente, do qual me arrependo. Mais uma vez, gostaria de me desculpar e espero receber perdão e apoio”, completou, reforçando as palavras do vídeo divulgado anteriormente.
A MotoGP volta à pista entre os dias 18 e 20 de outubro para o GP da Austrália, em Phillip Island, 16ª etapa da temporada 2024. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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