Aston Martin julga “carro extremamente complexo” e prega cautela com atualizações

Embora as atualizações introduzidas no AMR24 para o GP dos Estados Unidos não tenham surtido o efeito esperado, Mike Krack afirmou que a Aston Martin não pode descartá-las para a etapa no México

As atualizações introduzidas pela Aston Martin no AMR24 para o GP dos Estados Unidos, realizado no último domingo (20), não surtiram o efeito que era esperado. No entanto, Mike Krack, chefe do time, recusou-se a descartar as melhorias que foram feitas no bólido e disse que a equipe de Silverstone vai analisar minuciosamente o que deve ser mantido para a prova no México, 20ª etapa da temporada 2024 da Fórmula 1, neste fim de semana.

Mesmo contando com mudanças no difusor, assoalho, tampa do motor, bico da asa e na asa dianteira do carro esmeraldino, Fernando Alonso e Lance Stroll não conseguiram chegar nem perto de somar pontos em Austin. O espanhol até conquistou um bom sétimo lugar no grid de largada, mas só regrediu no dia seguinte e cruzou a linha de chegada em 13º. O canadense, por sua vez, terminou um pouco mais atrás, em 15º.

A Aston Martin acabou sendo criticada por ter escolhido exatamente o fim de semana no Circuito das Américas, que contou com o formato sprint e apenas um treino livre, para efetuar tantas mudanças. As acusações, porém, não ficaram sem resposta. “Tem gente que tira conclusões muito rapidamente”, disse Krack em entrevista ao jornal AS.

“Avaliamos cuidadosamente se devemos levar atualizações a uma corrida que tem sprint. Precisamos olhar para a situação com perspectiva, ver o que instalamos e avaliar as mudanças que fizemos durante o fim de semana. É preciso ver o que as atualizações entregaram e tomar as decisões adequadas para o México, mas não as eliminaria tão rapidamente”, continuou.

Mike Krack explicou a falta de resultado das atualizações em Austin (Foto: Aston Martin)

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O atual regulamento que trouxe de volta o ‘efeito-solo’ à F1 entrou em vigor em 2022 e, mesmo após tanto tempo, a escuderia inglesa ainda não conseguiu entender bem qual conceito deve adotar para o AMR24. Ainda que o desempenho do carro atual seja melhor que o do ano passado, a curva de desenvolvimento da Aston Martin é bem menor quando comparada com outras rivais.

“Os carros são extremamente complexos e andam muito próximo ao solo. No primeiro setor de Austin, dão coice, ficam muito instáveis, aconteceu com todo mundo. Temos de seguir aprendendo e entendendo como melhorar com as ferramentas que existem nas situações que aparecem na pista. Algumas pistas são urbanas e lisas, outros circuitos são ondulados e, assim, precisamos tomar as decisões para o futuro”, seguiu.

“Estamos indo de Austin a uma pista totalmente diferente, com curvas lentas e acima do nível do mar, com menos ondulações. Os problemas lá são diferentes para todos, além do fato de a classificação ser bem distinta. Mesmo quem for bem pode sofrer na corrida. Temos de ser abertos e buscar soluções para o pacote que decidirmos levar”, finalizou.

Fórmula 1 volta de 25 a 27 de outubro com o GP da Cidade do México, no Autódromo Hermanos Rodríguez.

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