FIA aumenta downforce em testes da F1 2026 e diminui diferença em 2s para carros atuais

De acordo com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo), a diferença para os monopostos atuais caiu de 3s para 1s após uma nova revisão dos regulamentos e aplicações de novos testes

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) revisou os regulamentos da temporada 2026 da Fórmula 1 e fez alterações importantes no futuro carro da categoria. O bólido, que provocou um debate entre os envolvidos com o esporte por ser mais lento que o aceitável, teve o downforce aumentado pelos engenheiros da entidade e diminuiu a diferença de tempo de pista em 2s para os monopostos atuais. Antes das alterações, a diferença chegou a ser de 3s. Com a mudança, a diferença ficou em 1s.

“Adicionamos cerca de 50 pontos de downforce. Isso faz com que o desempenho passe de talvez menos 40% em comparação com os carros atuais para cerca de menos 15%, o que significa que o desempenho agora está muito próximo dos carros atuais. Implementamos o que prometemos em junho”, explicou Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, ao site alemão Motorsport Total.

A nova revisão dos regulamentos inclui mais liberdade para as equipes, o que, em última análise, deve tornar os carros mais rápidos. Não se trata de uma revolução, mas de pequenas mudanças que, juntas, melhoram significativamente o potencial aerodinâmico dos bólidos.

De acordo com o engenheiro, a mudança mais importante feita pela entidade que rege o automobilismo mundial foi a ampliação da caixa da asa dianteira dos bólidos de 2026. Para isso, foi introduzido um novo conjunto chamado “Leading Edge Device”.

A distância entre eixos cai de um máximo de 3.600 mm para 3.400 mm, enquanto a largura foi reduzida de 2.000 mm para 1.900 mm
O novo carro da F1 2026 (Foto: FIA)

O objetivo é aumentar ainda mais o desempenho da parte inferior da carroceria, da mesma forma que um turbocompressor aumenta o desempenho do motor.

“Criamos espaço para peças adicionais na frente da parte inferior da carroceria também. Redesenhamos parte da carroceria ao redor das rodas dianteiras e ainda há algum trabalho em andamento que, esperamos, levará a algumas mudanças na carroceria traseira e na forma como ela interage com o difusor até a próxima reunião do Conselho Mundial de Automobilismo da FIA”, concluiu Tombazis.

Fórmula 1 volta de 25 a 27 de outubro com o GP da Cidade do México, no Autódromo Hermanos Rodríguez.

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