Mercedes vê carros da F1 2026 “lentos demais”, mas mantém esperança: “Vamos mudar”

Toto Wolff concordou com críticas ao novo regulamento da Fórmula 1, mas espera que carros fiquem mais rápidos com inovações de engenheiros

Desde que foi revelado no início de junho, o regulamento de 2026 da Fórmula 1 tem sofrido críticas de boa parte das equipes do grid da categoria. A mais recente partiu de Toto Wolff, chefe da Mercedes, que vê uma queda significativa na velocidade dos carros com o novo conjunto de regras. 

Wolff concordou com as afirmações de James Vowles, chefe da Williams, que disse que o regulamento vai deixar a F1 apenas “alguns segundos” mais rápida que a Fórmula 2. As novas regras, além de deixar os monopostos menores e mais leves, também vai reduzir o downforce em 30% e o arrasto em 55%. 

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“O que temos no momento é simplesmente lento demais. Alguns tempos de volta serão 10s mais lentos”, disse.

Toto Wolff (Foto: Marco Miltenburg/Racepictures)

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No entanto, o austríaco discordou que a solução seja tão simples quanto manter as regras de chassi atuais, citando que “se você implementar o regulamento atual do chassi [com o motor do novo regulamento], a velocidade ainda seria muito baixa”.

Ainda assim, quando perguntado se havia algo que ele mudaria no novo regulamento, o chefe da Mercedes afirmou que diminuiria a energia elétrica, que passará a gerar o triplo de potência com o novo MGU-K, que substitui o MGU-H

“Talvez eu faria com um pouco menos de bateria e mais combustão, pois usamos 100% biocombustível. É 100% sustentável. Então algo poderia ser adaptado, mas esse navio já partiu”, comentou. 

De qualquer maneira, mesmo preocupado com a velocidade dos novos monopostos, Wolff acredita que isso não será mais um problema quando as equipes focarem seus esforços na produção dos carros para 2026. 

“A Fórmula 1 sempre foi uma incubadora de inovação e estou convencido de que, com o que os engenheiros vão inventar e com o regulamento [do chassi], ainda vamos mudar, os carros definitivamente voltarão a ser rápidos”, citou. 

“Ainda é muito mais rápido do que qualquer outra coisa por aí. Não há diferença para o telespectador. A Indy parece rápida, mas é 20 segundos mais lenta”, concluiu. 

A Fórmula 1 volta às pistas neste final de semana com o GP da Hungria, no Hungaroring, entre os dias 19 e 21 de julho.

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