Carros históricos e previsibilidade: os GPs de Interlagos mais esquecíveis da história
Nem só de momentos inesquecíveis viveu a Fórmula 1 no Brasil. O GRANDE PRÊMIO relembrou algumas edições do GP em São Paulo que não foram lá muito memoráveis
A Fórmula 1 finalmente vai voltar ao Brasil. Após um ano de espera, os fãs aguardam o GP de São Paulo salivando. Afinal, não é apenas a magia que Interlagos tem, mas também um cenário aberto e com a disputa de título entre Max Verstappen, da Red Bull, e Lando Norris, da McLaren, pegando fogo após os conflitos recentes nos Estados Unidos e no México.
Pelo que representa para a reta final de uma das temporadas mais curiosas de todos os tempos, é muito difícil que o GP de São Paulo seja esquecível. Afinal, é complicado de não lembrar de qualquer visita da Fórmula 1 em Interlagos, desde o polêmico acidente de Ayrton Senna e Satoru Nakajima até a batalha entre Fernando Alonso e Sergio Pérez.
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Porém, nem tudo foi espetacular e memorável na história da Fórmula 1 em Interlagos. No caminho inverso, o GRANDE PRÊMIO relembra cinco visitas do Mundial a São Paulo que não deixaram muita saudade.
1992: Williams dominam com vitória de Mansell

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A temporada de 1992 ficou marcada pelo enorme domínio da Williams, e o GP do Brasil, a terceira etapa do ano, não foi diferente. Na classificação, Nigel Mansell cravou uma pole espetacular com 1s1 de distância para o companheiro de equipe Riccardo Patrese, e 2s1 em cima de Ayrton Senna, que vinha embalado por uma McLaren que antecipou o lançamento do novo carro na expectativa de barrar o favoritismo da rival.
Apesar de uma largada péssima, onde perdeu o primeiro lugar para Patrese, Mansell superou o companheiro nos boxes após a volta 32 e marchou para uma vitória muito tranquila e monótona, com apenas com o italiano completando a prova na mesma volta, tamanho domínio.
Senna, que chamou atenção por segurar Michael Schumacher, de Benetton e fazer um bonde de carros apesar dos problemas técnicos. No fim, o tricampeão abandonou com falha elétrica ainda na volta 17. O jovem alemão completou o pódio. Uma prova esquecível.
1998: Häkkinen leva com grand-chelem

Em 1998, a McLaren ressurgiu com os motores Mercedes e já se mostrava uma desafiante ao título depois da vitória de Mika Häkkinen na Austrália. Na prova seguinte, no Brasil, acabou sendo mais tranquilo ainda para o finlandês. Fez a pole-position com enorme vantagem para o companheiro David Coulthard, largou melhor e dominou as 72 voltas de disputa em Interlagos, além de marcar a volta mais rápida.
Coulthard foi quem manteve o melhor ritmo e até esteve razoavelmente perto de Hakkinen, mas não conseguiu fazer nada e se contentou com o segundo lugar. Michael Schumacher, que teve largada péssima com a Ferrari, superou Alexander Wurz, de Benetton no fim para ficar com o pódio. Porém, nada passivo de lembrança.
2011: Webber aproveita problemas de Vettel para vencer

2011 foi apenas a segunda corrida em Interlagos que aconteceu com o campeonato já decidido, já que Sebastian Vettel tinha liquidado a fatura quatro corridas antes com a Red Bull para levar o bicampeonato. A expectativa era de mais um domínio do então jovem alemão, que cravou a pole-position.
E até foi assim no começo da corrida, mas os problemas de câmbio começaram a custar para o bicampeão, que até declarou que “se sentia como Senna em 1991” no rádio. Acabou sendo presa fácil para o companheiro de equipe Mark Webber, que venceu pela única vez naquele ano.
O pódio foi completado por Jenson Button, que ultrapassou Fernando Alonso nas voltas finais e sacramentou o vice-campeonato. Porém, longe de ser uma prova memorável na cabeça dos fãs.
2015: Rosberg dá sequência em fase que viria a ser crucial

Em 2015, o título também já estava definido ao favor de Lewis Hamilton, da Mercedes. Porém, quem tomou o protagonismo foi o companheiro de equipe Nico Rosberg. Fez a pole, largou melhor e dominou toda a prova, só perdendo o primeiro posto nos momentos em que foi aos boxes, em tempos onde o desgaste de pneus em Interlagos era brutal. Sebastian Vettel, de Ferrari, completou o pódio.
A prova foi bem fraquinha e ficou mais lembrada mesmo pelas homenagens às vítimas dos ataques de Paris. A vitória, mesmo não valendo nada, acabou sendo crucial para Rosberg, ajudando na sequência de 7 triunfos consecutivos [4 deles no início de 2016], que impulsionou o título mundial do alemão.
2017: Vettel frustra Bottas e leva a última em Interlagos

Interlagos recebeu a Fórmula 1 em 2017 já com o título decidido. A grande expectativa para o GP do Brasil era saber se Valtteri Bottas tinha alguma chance de tirar o vice-campeonato das mãos do alemão Sebastian Vettel, de Ferrari, que apesar de liderar a primeira metade da temporada, viu as chances do penta derreterem, com Hamilton levando mais uma taça.
Bottas levou a pole-position em uma classificação surpreendente, que contou com uma batida de Lewis Hamilton logo na primeira volta lançada. Porém, o sonho do finlandês acabou ainda na largada depois de ser engolido por Vettel, que caminhou para uma vitória tranquila e venceu em São Paulo pela terceira e última vez.
A Fórmula 1 retorna neste fim de semana, entre os dias 1 e 3 de novembro, com o GP de São Paulo, etapa brasileira do calendário, no Autódromo de Interlagos. O GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ e com grande equipe.
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