Pérez revela que teve “duas chances” de trocar Red Bull, mas quis ficar em “pressão total”

Com vaga ameaçada na Red Bull, Sergio Pérez afirmou, ainda, que quer se manter em um ambiente de "pressão total" o tempo que conseguir na Fórmula 1

Sergio Pérez continua tentando sobreviver à pressão imposta sob seus ombros na F1 2024 por conta dos maus resultados apresentados durante quase todo o ano com a Red Bull. O mexicano, que tem uma carreira curiosa na F1 — de quase sem vaga no grid após a transformação da Racing Point em Aston Martin, no fim de 2020, a uma vaga para ser companheiro de equipe de Max Verstappen no topo da categoria — não pretende ceder, mas revelou que teve duas oportunidades para deixar o time dos energéticos.

“Tive duas oportunidades de mudar de equipe”, afirmou, em entrevista à revista GQ Sports. “Quando olhei para isso, pensei: ‘eu realmente amo o desafio que tenho na Red Bull’. É um desafio enorme ser companheiro de equipe de Max. É um desafio que basicamente treina você para tudo isso”, completou o piloto.

O futuro de Pérez na F1 é um dos assuntos mais especulados da temporada 2024, e isso porque, mais uma vez, o mexicano não consegue acompanhar o ritmo do neerlandês. Para se ter uma ideia, dos 544 pontos do time austríaco no ano, apenas 151 foram anotados por Checo.

A disparidade de performance fez Pérez ficar constantemente na berlinda. Até mesmo um anúncio de aposentadoria na Cidade do México fora especulado, o que não aconteceu, mas a ausência de pontos após outro desempenho ruim fez o próprio chefe, Christian Horner, admitir à imprensa que estava diante de uma “decisão difícil”.

Sergio Pérez (Foto: Rodrigo Berton/Warm Up)

Contudo, nesta semana, o jornal espanhol Marca trouxe a informação de que o mexicano conseguiu atrair patrocínios milionários e que as chances de permanecer na equipe taurina para 2025 cresceram novamente.

Pérez afirmou, ainda, que quer se manter o tempo que conseguir em um ambiente de “pressão total” até decidir se aposentar do esporte. “Eu disse: ‘quero passar minha última parte da minha carreira no topo, no topo mesmo, onde a pressão é total'”, afirmou.

“É como o esporte é. Você tem uma, duas corridas ruins, muita conversa negativa sobre você e assim por diante. Mas também é algo na cultura da equipe, com a Red Bull. As conversas ao redor, as negociações de contrato e assim por diante. É apenas parte do jogo”, concluiu o #11.

Fórmula 1 agora volta às pistas para o GP de Las Vegas, nos Estados Unidos, entre os dias 21 e 24 de novembro. Depois, realiza corridas no Catar, última sprint do ano, e Abu Dhabi.

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