Jordan pede fim do DRS e dispara contra “farsa” das corridas sprint na F1: “É um golpe”
Ex-dono da Jordan Grand Prix, Eddie Jordan teceu fortes críticas ao formato de corridas sprint na Fórmula 1 e disse que o DRS é como "amarrar uma das mãos de um boxeador"
O formato de corridas sprint da Fórmula 1, introduzido pela primeira vez em 2021, segue dividindo opiniões mais de três anos depois. Criticado por vários pilotos do grid, como Max Verstappen, o modelo também não encontrou aprovação de Eddie Jordan, antigo dono da Jordan Grand Prix — equipe que esteve no grid da categoria entre 1991 e 2005.
Segundo Jordan, as corridas sprint são uma “farsa” e deveriam ser dedicadas apenas a pilotos novatos. Para ele, nenhuma prova curta realizada até hoje agradou, e o modelo deveria ser encerrado o quanto antes.
“Para mim, as corridas sprint são um completo golpe, uma farsa”, disparou Jordan em entrevista ao podcast Formula For Success. “Elas não geram nada em mim, ainda não vi uma [sprint] decente”, criticou.
“Acho que chegou a hora [de encerrar o formato]. Já fizemos, já vimos como é. [É melhor] garantir que essas corridas sprint sejam para novatos que estejam chegando. Mas, para os titulares, é completamente caótico”, criticou.

As sprints, no entanto, não foram o único alvo da fúria de Jordan. Segundo o ex-chefe de equipe, a tecnologia da asa móvel — mais conhecida como DRS [sistema de redução de arrasto, em tradução livre] — torna as disputas artificiais e também deveria ser retirada da Fórmula 1.
“O DRS é fundamentalmente falso”, analisou. “Vimos uma corrida revoltante no Brasil. Vamos imaginar que Lando [Norris] conseguisse se manter em primeiro na largada: na volta 3, se não conseguisse abrir 1s e tivesse Leclerc atrás, ele [Leclerc] teria o DRS. Ele se aproximaria e, de repente, já passou. Isso não é uma briga”, analisou o irlandês.
“É como ter um boxeador com uma mão amarrada nas costas por um momento. É uma vantagem injusta, não? Ele não tem todas as chances de se defender. E é por causa dessa regra estúpida de DRS. Não sou a favor disso. Sou raiz, chamem do que quiserem”, finalizou Jordan.
Entre 1991 e 2005, tempo em que permaneceu no grid, a Jordan se notabilizou pela presença de brasileiros. Foram quatro no total: Roberto Moreno, Maurício Gugelmin, Rubens Barrichello e Ricardo Zonta. Além disso, o time teve participações de nomes como Michael Schumacher, Alessandro Zanardi e o campeão mundial Damon Hill, entre outros.
A Fórmula 1 volta às pistas para o GP de Las Vegas, nos Estados Unidos, entre os dias 21 e 24 de novembro. Depois, realiza corridas no Catar, última sprint do ano, e Abu Dhabi.
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