Consultor da Red Bull esnoba taxa de inscrição da GM na F1: “Nem perto do que investimos”
Helmut Marko, no entanto, deixou claro que a chegada de uma marca do tamanho da Cadillac à Fórmula 1 "é certamente uma vantagem"
Após a informação apresentada pela emissora britânica BBC Sport de que a General Motors (GM), gigante norte-americana do setor automobilístico, e a TWG Global terão de desembolsar um valor estimado em US$ 450 milhões (R$ 2,6 bilhões na cotação mais recente) para confirmar a entrada definitiva da Cadillac na Fórmula 1 a partir da temporada 2026, Helmut Marko, consultor da Red Bull, afirmou que essa quantia “não chega nem perto de compensar” o que as equipes existentes investiram nos últimos anos.
O valor, afinal, trata-se de uma taxa de diluição que será dividida entre os dez times atuais do grid. A mesma funciona como uma compensação pela perda de prêmios em dinheiro resultante da renda da categoria, que agora será dividida em 11 partes. A publicação inglesa explicou que as equipes recebem cerca de 63% da renda da F1.
O montante é bem maior do que a antidiluição de US$ 200 milhões (R$ 1,1 bilhão) que consta nas atuais regras. A questão, no entanto, é que os atuais acordos entre equipes, classe rainha e Federação Internacional de Automobilismo (FIA) findam ao término de 2025 e estão em fase de renegociação para 2026. Por isso o aumento do custo.
O preço exorbitante, na verdade, também funciona como medida de dissuasão — ou seja, fazer com que a equipe procure entrar na F1 por meio da compra de um time já existente, como a Audi fez com a Sauber, via financeiramente mais acessível. Sem esquadras à venda, não restou alternativa à GM a não ser aceitar a imposição da taxa.

Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
LEIA TAMBÉM: Momentos que marcaram a perda do título de Norris em 2024
No entanto, durante uma entrevista ao canal austríaco OE24, Marko minimizou a quantia a ser paga pela Cadillac para ingressar no grid ao dizer que as equipes existentes gastaram muito mais na última década para ajudar a categoria a ser o que é hoje.
“O pagamento que a Cadillac terá de fazer não chega nem perto de compensar o muito dinheiro que investimos em mais de dez anos”, afirmou.
Ao longo das últimas temporadas, as escuderias se beneficiaram de um grande crescimento da F1, principalmente por causa da série ‘Drive to Survive’ da Netflix, que ajudou a atrair um público mais jovem e engajado para o esporte. Como resultado, o valor, em média, das dez equipes passou de US$ 494 milhões (R$ 2,8 bilhões) para US$ 1,88 bilhão (R$ 10,96 bilhões), de acordo com a Forbes.
O consultor da Red Bull espera que a GM faça a sua parte e ajude, também, no crescimento da classe rainha nos próximos anos. “Mesmo que as equipes existentes não se beneficiem muito disso no início, um nome como Cadillac, com a General Motors por trás, é certamente uma vantagem”, encerrou.
Agora, a Fórmula 1 retorna neste fim de semana, entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro, para o GP do Catar, o penúltimo da temporada.
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!