Rosenqvist projeta Meyer Shank na briga por vitórias após parceria com Ganassi
Chegada de corpo técnico da Ganassi mudou expectativas dentro da Meyer Shank. Felix Rosenqvist acredita que possa brigar por vitórias na temporada 2025 da Indy
Felix Rosenqvist apontou que a parceria técnica com a Ganassi vai representar uma virada na Meyer Shank. Para o sueco, o intercâmbio com a equipe que levou três dos últimos quatro campeonatos a Indy vai fazer o time de Jim Meyer, Mike Shank e Helio Castroneves vai disputar vitórias na temporada 2025.
A chegada da Ganassi representa o fim de um período, de certa forma, turbulento na Meyer Shank, que mantinha uma parceria técnica com a Andretti. Tudo funcionou perfeitamente bem até a vitória de Castroneves nas 500 Milhas de Indianápolis de 2021. O triunfo mudou a parceria, com membros da MSR desconfiados de que a Andretti passou a sonegar informações — discurso que ganhou corpo após a equipe ter batido cabeça nas edições seguintes da Indy 500.
Até aqui, tudo tem funcionado muito bem entre Meyer Shank e Ganassi, sem queixas públicas. A parceria está tão alinhada que a Ganassi enviou Marcus Armstrong e todo a estrutura que cuidava do carro dele em 2024 para Pataskala, sede da MSR. Além disso, Álex Palou e Scott Dixon foram emprestados para disputar as provas de endurance pela Meyer Shank no IMSA SportsCar.
Não é a toa que Rosenqvist mostra otimismo na mudança de patamar da equipe. Na Indy desde 2017, a Meyer Shank tem somente uma vitória — as 500 Milhas de Indianápolis de 2021 com Castroneves — e uma pole — com o próprio sueco, no GP de Long Beach no ano passado.

“Meu grupo de trabalho está intacto e muita gente que vem da Ganassi são caras conhecidos de quando corri lá. Manter esse pessoal vai ajudar na consistência. Acredito que teremos boas coisas a partir de St. Pete“, disse Rosenqvist durante entrevista coletiva acompanha pelo GRANDE PRÊMIO, no primeiro dia do Content Day, realizado nesta terça-feira (14).
“Antes, a gente falava em se manter dentro do Leaders Circle. O papo agora é sobre pódios e ganhar corridas. É uma mudança enorme. Em 2024, uma pena, tivemos muitos abandonos por diversas razões. Falhas mecânicas, furos de pneus ou o motor, como foi na Indy 500. Conversamos bastante para melhorar a execução, assim, vamos brigar na frente”, completou.
Sem entrar em polêmicas com a Andretti, Rosenqvist destacou que a parceria com a Ganassi é benéfica por se tratar da “melhor equipe da Indy” e ressaltou a grande estrutura que a Meyer Shank está construindo, incluindo os esforços com o endurance.
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“A mudança [Andretti para Ganassi] é positiva. Podemos trabalhar melhor com a Ganassi, pois estamos falando da principal equipe desta década. Esse pode ser o próximo passo. Diria que é 70% Meyer Shank e 30% Ganassi nessa parceria. Meu engenheiro vem da Ganassi, por exemplo. Mas é bom que ambas equipes trabalham de modo parecido. Estamos construindo algo interessante, mas tem muito pela frente”, comentou Rosenqvist.
“Tem muito desafio envolvido. Uma pré-temporada de muitos desafios. São peças, pessoas, relacionamentos e muita coisa nova. Todo campeonato é uma nova folha em branco. Antes era só o programa da Indy, mas tem o IMSA SportsCar também. É uma equipe grande, com muita gente. Mike e Jim estão famintos”, finalizou.
A Indy retorna somente no dia 2 de março do próximo, com o GP de St. Pete, na Flórida, que abre a temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz cobertura completa de todos as atividades.
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