Ecclestone se disponibiliza para mediar conflito entre Liberty Media e promotores: “Farei o que me pedirem”
Mesmo não sendo mais o chefão da F1 depois que o Liberty Media assumiu a gestão do esporte, Bernie Ecclestone segue tendo sua influência. Com larga experiência em mediar conflitos, o britânico se colocou à disposição do Liberty Media para ajudar a buscar soluções que acalmem a Associação dos Promotores da F1 (Fota)
Um princípio de crise surgiu nos bastidores da F1 nos últimos dias. A Associação dos Promotores da F1, que reúne 16 dos 21 GPs do calendário, criticou recentemente a abordagem do Liberty Media, empresa dona do esporte, e apontou “falta de clareza a respeito de novas iniciativas na F1 e uma falta de engajamento com os promotores a respeito das suas implementações”. As críticas, contudo, não são endossadas por todos os GPs do campeonato: representantes das etapas da Rússia e do México defenderam o Liberty Media.
Outros pontos, como a migração cada vez maior da TV aberta para os canais por assinatura e o esforço da empresa em agregar novas corridas ao calendário, também é motivo de queixa. Bernie Ecclestone, ex-chefão da categoria e nomeado pelo Liberty Media como presidente honorário da F1, se colocou à disposição para mediar o conflito entre as duas partes.
Mesmo não sendo mais o chefe supremo do esporte depois que a F1 foi comprada pelo Liberty Media, Ecclestone segue sendo um habitué dos paddocks e continua a ter sua relevância política nos bastidores. O britânico, hoje com 88 anos, garantiu que vai ajudar. Desde que seja chamado pelo Liberty, da qual é funcionário.

Bernie Ecclestone se colocou de prontidão para ajudar a resolver o conflito entre o Liberty Media e promotores (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
“Se as pessoas dizem que eu deveria me envolver, isso é com eles. Sou funcionário da empresa e vou fazer o que me pedirem. Se querem que ajude, adoraria fazê-lo. Não quero estar no leito de morte e ver o esporte que criei indo ladeira abaixo”, declarou Bernie em entrevista veiculada pelo jornal britânico ‘Daily Mail’.
Ouvido pela emissora britânica BBC, Stuart Pringle, diretor-geral do GP da Inglaterra e presidente da Associação dos Promotores da F1, alertou para o fato de que considera 2019 um ano chave para muitos dos GPs do calendário, já que os contratos com os GPs da Inglaterra, Itália, Espanha, Alemanha e México terminam neste ano.
O dirigente britânico ressalta que todos querem seguir recebendo a F1, mas não diante das condições atuais.
“A mensagem foi recebida. Estamos tão frustrados que sentimos que não tínhamos outra opção a não ser atuar desta forma. Mas, na verdade, tivemos um dia muito positivo. Acreditamos que nossas preocupações serão revistas e nós, como grupo de promotores, reconhecemos que lutamos pela mesma coisa, um esporte saudável”, comentou.
“Queremos trabalhar de forma significativa para alcançar isso, de modo que vamos colaborar com eles para seguir em frente”, acrescentou Pringle, que encerrou com mais uma cutucada no Liberty Media ao dizer que a estratégia da empresa é “desarticulada”, o que leva preocupação sobre os rumos da F1.
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!
