Da diversão ao hospital: VR46 explica cenário que tirou Di Giannantonio de teste

Diretor da VR46, Alessio Salucci explicou que um wheelie ao fim do primeiro dia de testes da MotoGP na Malásia foi a causa da queda de Fabio Di Giannantonio na quarta-feira (5) em Sepang. O piloto italiano fraturou a clavícula, não pôde continuar testando e está fora também da pré-temporada na Tailândia

Fabio Di Giannantonio sofreu um revés daqueles no primeiro dia de testes da pré-temporada 2025 da MotoGP. Voltando de uma cirurgia no ombro, o italiano caiu no fim da quarta-feira (5) em Sepang, fraturou a clavícula esquerda e não só não pôde seguir no teste malaio, como também já foi descartado para a atividade coletiva da Tailândia.

Por causa da lesão, Fabio antecipou o retorno à Itália, onde será operado pelo Dr. Alessandro Castagna ainda esta semana. A expectativa, contudo, é que ele possa voltar à ativa apenas no fim do mês.

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Nesta quinta-feira, Alessio Salucci, diretor da VR46, explicou as circunstâncias do acidente que tirou Di Giannantonio de combate. De acordo com Uccio, o dia poderia ter sido maravilhoso, mas acabou com uma baixa considerável.

“Ontem poderia ter sido um dia maravilhoso”, disse Salucci em entrevista ao site italiano GPOne. “Tínhamos começado o dia com um pouquinho de problemas, pois uma moto completamente nova tinha chegado e [Michele] Pirro não tinha conseguido fazer o shakedown com a nossa, então tivemos de começar completamente do zero”, seguiu.

Fabio Di Giannantonio se machucou tentando ser feliz (Foto: VR46)

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“Diggia sabia disso e encarou de maneira filosófica. Trabalhamos bem nas primeiras horas. Aí, infelizmente, Fabio teve uma pequena queda no meio da tarde e isso atrasou o trabalho. Para reduzir a história, no fim tínhamos acertado a moto, e Diggia começou a ser realmente rápido. Ele fez os melhores tempos dele com pneus usados e ficamos muito felizes. O dia estava realmente caminhando na direção certa”, comentou.

Tudo mudou, porém, com a bandeirada, quando Di Giannantonio voltou para a pista para um treino de largada e não conteve a própria felicidade.

“Nós paramos, e Diggia saiu para um treino de largada. Entre as curvas 4 e 5, os pilotos da MotoGP querem fazer um wheelie. Quando você precisa marcar tempo, não pode fazer isso, mas quando quer se divertir, faz. Pilotos nascem para empinar. Infelizmente, a MotoGP de hoje não permite sequer essas pequenas distrações, mas eles fazem de qualquer forma. A roda dianteira reduziu demais a velocidade em comparação com a traseira e, quando tocou o chão, travou inesperadamente. Ele caiu e fraturou a clavícula”.

Questionado sobre a seriedade da lesão, Uccio respondeu: “A fratura é composta. Fizemos o raio-x e ligamos imediatamente para o professor Castagna, o médico que o operou em novembro. Fabio já viajou para a Itália e vai ser operado entre sexta e sábado, de acordo com a decisão dos médicos”.

“Não é comparável com a lesão que Fabio teve no ano passado, quando o úmero dele saiu. A clavícula é uma lesão mais trivial — digamos assim — para um piloto. Lembro que [Marco] Bezzecchi, depois de uma fratura similar, estava no pódio da sprint de Mandalika cinco dias depois da cirurgia, então estamos otimistas”, comentou. “Mas estou me deixando levar. Temos de esperar a avaliação dos médicos, mas o Professor Castagna nos disse que não é uma fratura ruim. Se tudo correr bem, Di Giannantonio pode voltar para Buriram. Estou falando do GP, pois já está descartado para o teste”, explicou.

Uccio, que é o melhor amigo de Valentino Rossi e o acompanhou desde a infância, entretanto, evitou condenar Di Giannantonio.

“Ele lamentou muito e pediu desculpas a toda a equipe. Não quero que um piloto se desculpe por ter feito um wheelie. Pilotos precisam se divertir. Eu cresci assim”, frisou. “Ele estava muito chateado, pois, depois de um ano difícil, ontem ele encontrou uma moto que o fez sorrir a cada vez que foi para a pista. Ele ficava me dizendo o quanto ela era boa, como virava bem, quanto era forte freando. Ele ficou muito triste de perder a chance de também se divertir pilotando hoje e amanhã, mas ele vai poder fazer isso durante a temporada”, acrescentou.

Na sequência do teste, porém, Di Giannantonio não terá substituto. Piloto de testes da Ducati, Michele Pirro segue trabalhando com a equipe de testes, mesmo que dentro dos boxes e com o apoio da VR46.

“Michele vai trabalhar com a equipe de testes. Nós demos a ele o espaço de Fabio dentro do nosso box e alguns mecânicos. Como VR46, vamos seguir apenas com Franco. Vamos simplesmente dar nosso apoio a Ducati, como sempre fazemos”, encerrou.

MotoGP faz o primeiro teste da pré-temporada 2025 entre os dias 5 e 7 de fevereiro, em Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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