Ducati nega influência negativa de Rossi na harmonia da equipe: “Bagnaia pensa por si”
Chefe da Ducati, Davide Tardozzi negou que a má relação entre Valentino Rossi e Marc Márquez vá influenciar no trato de Francesco Bagnaia com o novo companheiro de equipe
Chefe da Ducati, Davide Tardozzi negou que Valentino Rossi possa interferir na harmonia da equipe. O dirigente destacou que Francesco Bagnaia “pensa por si” e não compartilha de todas as visões do amigo.
Rossi e Márquez cultivam uma forte inimizade desde 2015, quando o #46 acusou o espanhol de atuar em favor de Jorge Lorenzo na disputa pelo título da MotoGP. Pecco, porém, é um dos pupilos de Valentino na Academia de Pilotos VR46.
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Questionado pelo site espanhol Motosan se teme a influência de Rossi na harmonia da Ducati, Tardozzi respondeu: “De forma nenhuma, pois Pecco pensa por si”.
“Sei muito bem que, dentro do grupo da VR46, Pecco diz o que pensa e não o que os outros gostariam de ouvir”, garantiu. “Valentino e aqueles próximos a ele têm suas próprias ideias, e Pecco compartilha algumas delas, mas não todas. Ele tem o próprio discernimento e segue as próprias ideias”, frisou.

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Ainda, Tardozzi negou que Pecco fique enciumado com o interesse de patrocinadores e da mídia resultante da chegada de Márquez.
“Não. Se Marc tivesse assinado com outra fábrica, a mídia estaria igualmente interessada nele”, avaliou. “Pecco sabe o lugar dele na Ducati, tem um grupo sólido ao redor dele, tem a credibilidade de um bicampeão da MotoGP, confia em nós, pois sabe que estamos fazendo todo o possível para ele e que a chegada de Marc não vai tirar nada dele”, assegurou.
O chefe da Ducati voltou a se mostrar impressionado com o bom relacionamento dos dois durante os testes da MotoGP e com o fato de ambos darem as mesmas indicações aos engenheiros apesar dos estilos diferentes.
“O que eu gostei foi que no teste de Barcelona, em novembro, o feedback e as respostas que eles deram aos engenheiros foram muito similares”, contou. “A isso sem terem conversado antes. E, embora não tenham exatamente o mesmo estilo de pilotagem, são dois pilotos muito bons na freada e na entrada das curvas”, destacou.
Por fim, Tardozzi reconheceu que, mesmo que seja a favorita, a Ducati terá de ficar atenta, já que a concorrência vem fortalecida para 2025.
“Ainda que sejamos os favoritos, respeitamos nossos rivais. E tudo está em jogo. Teremos de bater pilotos que podem ser melhores do que nós no início da temporada”, considerou. “Nós vencemos em 2022, 2023 e 2024, mas, para 2025, estamos começando do zero. Como eu disse, a concorrência se fortaleceu com pilotos que estavam conosco no ano passado, e isso vai ajudá-los a progredir”, encerrou.
A MotoGP agora volta às pistas apenas para a abertura da temporada 2025, que acontece entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março, com o GP da Tailândia, em Buriram. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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