Esquecer Hamilton e corrigir rota: 5 desafios da Mercedes na F1 2025

A Mercedes apresentou com maiores detalhes o W16 e espera, em meio aos "altos e baixos" já previstos, ser mais competitiva no primeiro ano desde a saída de Lewis Hamilton para a Ferrari

A Mercedes trouxe, nesta segunda-feira (24), imagens e detalhes do que é o novo W16, carro da equipe para a temporada 2025 da F1. Com foco em evoluir nas curvas mais lentas e controlar melhor a temperatura dos pneus, os prateados têm um problema ainda maior para este ano: curar a ressaca da perda de Lewis Hamilton.

É que, por mais que uma saída parecesse possível já nos últimos anos, o anúncio da ida do heptacampeão para a Ferrari baqueou os membros das Flechas de Prata e isso foi visto em uma série de declarações de Toto Wolff, chefe da esquadra.

Chega, então, o garoto novato Andrea Kimi Antonelli, com a responsabilidade do tamanho do mundo de substituir o inglês e o casamento mais vitorioso da história da F1. George Russell, enquanto isso, passa a ser o líder de uma Mercedes em reconstrução. E em que o problemático carro anterior vira quase um detalhe diante de todo o resto.

O GRANDE PRÊMIO separou cinco desafios para a Mercedes na F1 2025:

Toto Wolff destacou trabalho realizado no W16 (Foto: Mercedes)

Minimizar a ressaca da saída de Hamilton

Ainda que a perda técnica da Mercedes nos últimos anos seja uma coisa extremamente preocupante e de difícil correção dentro de um regulamento que quase não mudou, a saída de Hamilton consegue ser ainda mais dura.

Lewis e a Mercedes ganharam tudo e ganharam muitas vezes. Em meio a altos e baixos dos últimos anos, separaram-se de forma esquisita, com uma sensação de que aquele final não era o que as duas partes mereciam. Mesmo assim, Hamilton parece ter deixado uma ferida que ainda não cicatrizou, especialmente em Wolff, de quem era tão próximo.

O processo todo da escolha do substituto de Lewis foi atribulado e dá para imaginar que o desenvolvimento do novo carro também tenha sido em meio a tudo isso. A missão do time agora, porém, é aceitar que realmente acabou e tocar a vida, pelo menos tentando diminuir essa ressaca.

Fazer Antonelli ser o menos novato possível

Vai ser mais do que natural ver Antonelli cometendo seus erros em 2025. Aos 18 anos, o garoto tem pouquíssimo tempo de pista na F1 e fez só uma temporada de F2, pulando a F3 depois do título da FRECA. A quilometragem é muito baixa e deixa o italiano mais exposto nos primeiros passos na categoria máxima.

Só que a Mercedes tem de achar uma forma para deixar as coisas mais fáceis para o rapaz. Inegavelmente talentoso, Kimi cometeu seus erros na F2 e demorou para engrenar. Na F1, a pressão e os holofotes são bem maiores e a responsabilidade, de novo, de substituir Hamilton, imensa. É tentar fazer com que Antonelli erre o menos possível e entre logo no ritmo de Russell.

Confiar totalmente na liderança de Russell

Não tem jeito, Russell é a referência que os prateados têm no cockpit para 2025. Mais experiente que Antonelli, o inglês agora tem dois desafios grandes: segurar o ímpeto do jovem e, ao mesmo tempo, conduzir os feedbacks para desenvolver um carro diferente do antecessor. Não é coisa pouca, não.

E tem ainda, claro, a necessidade de George ser menos imprevisível. Muito rápido, agressivo, não foge do embate, muito legal, mas um primeiro piloto precisa ser mais consistente do que Russell foi até aqui em sua passagem pela F1.

George Russell e Andrea Kimi Antonelli formam a dupla da Mercedes de 2025 (Foto: Mercedes)

Parar de ter alterações tão grandes de performance no carro

A Mercedes acerta ao priorizar as curvas de baixa velocidade e o gerenciamento melhor da temperatura dos pneus, mas precisa, acima de tudo, parar de mudar tanto de comportamento de uma semana para a outra. O W15 seguia a mesma linha dos carros anteriores e se apresentava a cada dia de uma maneira diferente. Não tem como aspirar alguma coisa assim.

Ou seja, mais do que qualquer coisa, o W16 tem de ser regular. Não pode só andar no frio, na chuva, no calor. Tem de ser completo e, mesmo que se apresente um pouco abaixo dos rivais, que dê sempre condições parecidas para a dupla de pilotos brigar. É melhor assim.

Brigar pelo título novamente

A Mercedes virou uma verdadeira máquina de conquistar títulos entre 2014 e 2021, mas perdeu completamente o rumo de 2022 para cá. No período, foram só cinco vitórias conquistadas e aquela eterna sensação de “agora vai?”.

Para 2025, os prateados precisam virar postulantes reais à taça, como foram Red Bull, Ferrari e McLaren no ano passado. Não há justificativa para ficar de fora disso, mesmo que perca no final. É hora de provar que o trabalho de James Allison faz a diferença novamente.

Fórmula 1 se aproxima da volta às pistas. A próxima atividade é exatamente a sessão única de testes coletivos de pré-temporada, marcada para os dias 26, 27 e 28 de fevereiro, no Bahrein. A temporada 2025 começa com o GP da Austrália, nos dias 14-16 de março.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
▶️ LEIA TAMBÉM: GRANDE PRÊMIO chega à TV após inovar com programas que viraram referência

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!