5 coisas que aprendemos no GP da Tailândia, abertura da MotoGP 2025

Marc Márquez varreu o fim de semana da MotoGP na Tailândia e largou como grande favorito ao título em 2025, especialmente com o companheiro Francesco Bagnaia apagado nos principais momentos da etapa. Ainda houve espaço, porém, para brilho do novato Ai Ogura e reação das fábricas japonesas

O GP da Tailândia abriu a temporada 2025 da MotoGP com contornos dramáticos, mas acabou da mesma maneira que todo mundo esperava: com vitória de Marc Márquez. O novo piloto da Ducati, no entanto, precisou aguardar para caminhar até a glória, já que perdeu pressão nos pneus da moto #93 e aguardar para dar o bote no irmão Álex Márquez.

Depois de largar na pole-position e liderar as primeiras voltas, Marc Márquez deixou o irmão Álex superá-lo na saída da curva 3. Parecia um erro do hexacampeão da MotoGP, mas depois entendemos que foi uma estratégia por conta da pressão dos pneus. Após esperar para atacar, deixou para passar no fim da prova e rumar para a vitória.

Francesco Bagnaia fechou o pódio na terceira colocação. Com desempenho apagado ao longo do fim de semana, tentou se aproximar dos irmãos Márquez, mas não conseguiu e se contentou com o posto na abertura do campeonato, à frente de Franco Morbidelli e do surpreendente Ai Ogura.

O GRANDE PRÊMIO separou cinco coisas que aprendemos no GP da Tailândia, primeira etapa da MotoGP 2025:

Largada da sprint da MotoGP na Tailândia (Foto: Divulgação/MotoGP)

Marc Márquez e Ducati criam uma união quase imbatível

Ninguém duvida do talento de Marc Márquez, por isso a escolha da Ducati pareceu óbvia ao contratá-lo no ano passado. Restava saber, porém, se daria certo. Depois de bom rendimento na pré-temporada, a decisão já se pagou na primeira etapa do campeonato. O fim de semana foi quase perfeito, com domínio nos treinos, pole, e vitórias nas duas corridas disputadas em Buriram. De quebra, abre um pesadelo adormecido na cabeça dos demais competidores do grid, que não viam esse Márquez dominante desde 2019.

Bagnaia fica apagado, mas aprende valiosa lição de Martín

Alguém viu Pecco Bagnaia no fim de semana da Tailândia? O bicampeão da MotoGP enfrentou dificuldades com a moto desde o início, precisou passar pelo Q1 da classificação e, apesar de dois pódios, nunca teve chances de vitória. Com dois terceiros lugares, porém, aprendeu com o rival Jorge Martín, que apostou na consistência ao longo de 2024 para conquistar o título. Para sonhar com o tri da MotoGP, porém, vai precisar melhorar muito na longa temporada, e conter a ameaça que está na garagem ao lado.

Ai Ogura foi um dos grandes destaques na Tailândia (Foto: Divulgação/MotoGP)

Ogura mostra valioso cartão de entrada na MotoGP com top-5

Estamos nos acostumando com novatos brilhando nas respectivas estreias na MotoGP. Ano passado, foi a vez de Pedro Acosta, mas o destaque de 2025 ficou com Ai Ogura. Em uma moto ainda instável e uma equipe que busca consolidação, como a Trackhouse ainda procura, o japonês garantiu bons resultados na Tailândia, com dois top-5. Na sprint, aliás, chegou a dar uma canseira no favorito Bagnaia, mas perdeu fôlego no final.

KTM oscila muito e abre margem para preocupações logo de cara

A KTM vive um momento delicado fora das pistas, com grave crise financeira e plano de reestruturação das contas. Na Tailândia, a montadora austríaca foi uma sombra daquela fábrica em ascensão que foi um dia. Pedro Acosta caiu sozinho e Brad Binder foi discreto no oitavo lugar. A dupla da satélite Tech3 sofreu mais, quase sempre na metade final do grid, ainda que Enea Bastianini tenha salvado um nono lugar e Maverick Viñales, sequer conseguiu pontuar.

Joan Mir caiu durante a corrida principal em Buriram (Foto: AFP)

Honda e Yamaha lutam, mas ainda exibem fraquezas antigas

As montadoras japonesas foram as mais beneficiadas pelas concessões desde o início de 2024, com mais testes e desenvolvimentos. Tudo para encontrarem novamente o caminho das glórias na MotoGP. A Yamaha voltou a mostrar força nas voltas lançadas, mas pecou no ritmo de corrida. Ainda que tenha pontuado com três pilotos, ficou um gosto amargo pelo que tinha feito na classificação, especialmente pelas quedas de rendimento de Jack Miller e Fabio Quartararo ao longo da prova.

A Honda conseguiu pontos importantes para começar o ano, com Johann Zarco (da satélite LCR) na sétima posição e Luca Marini (do time principal) em 12º. Um bom início depois do calvário dos últimos anos. Mas poderia ter sido muito melhor, especialmente se não fosse a queda de Joan Mir quando estava em oitavo. A moto parece melhor, sim, mas ainda tem instabilidades que atrapalham os pilotos.

MotoGP volta a acelerar entre 14 a 16 de março, para o retorno do GP da Argentina, em Termas de Río Hondo, com a segunda etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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