Goiânia espera movimentar mais de R$ 868 milhões com retorno da MotoGP
Estudo do Instituto Mauro Borges calculou o impacto da realização da prova em Goiânia a partir de 2026. Cálculo aponta arrecadação tributária na casa dos R$ 130 milhões
Goiânia espera faturar alto com a volta da MotoGP ao país após mais de duas décadas. Uma análise do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos apontou para uma movimentação financeira superior R$ 898 milhões com a realização da etapa no Autódromo Internacional Ayrton Senna.
O levantamento do IMB considera os preparativos para a etapa e também faz projeções para o fim de semana do GP do Brasil tendo como referência um estudo de 2022 sobre o impacto global de um evento da MotoGP e a pesquisa de perfil e satisfação do público do GP de São Paulo de F1 feita pela FGV em 2023. O estudo aponta para uma expectativa de público de mais de 150 mil pessoas, sendo 12% provenientes do exterior e outros 32% vindo de outros estados.
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De acordo com o IMB, os setores mais afetados pela volta o Mundial de Motovelocidade serão os de transporte, hotelaria, comércio de produtos alimentícios e bebidas, atividades de publicidade, televisão e cinematografia.
O estudo do IMB prevê que cada pessoa atraída pelo evento terá um gasto médio de R$ 3.180. O cálculo considera itens como ingresso para a corrida, hospedagem, alimentação e lazer. O GRANDE PRÊMIO procurou a Brasil Motorsport, mas a promotora da corrida ainda não divulgou estimativa dos valores dos ingressos. No entanto, o Instituto Mauro Borges fez o cálculo estimando o custo dos bilhetes em: R$ 664,02 para um dia; R$ 831,42 para dois dias; e R$ 943,02 para três dias.

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O estudo indica, ainda, que a etapa da MotoGP pode resultar em uma arrecadação tributária da ordem de R$ 130,28 milhões com ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza).
“Poucos lugares no mundo recebem um evento desse porte. Então, a MotoGP coloca Goiânia num patamar de protagonismo. Isso fortalece nosso turismo”, celebrou Fabrício Amaral, presidente da Goiás Turismo.
Goiás montou, inclusive, um comitê para discutir o preparo da cidade para receber a corrida e traçar estratégias para melhor divulgar os atrativos da região.
“Um evento puxa o outro, e a tendência de atrair outros é muito grande. Nossa capital é linda, acolhedora e estará pronta”, defendeu Amaral.
Ricardo Rodrigues, presidente do Cetur (Conselho Empresarial de Turismo) e da Fecomércio Goiás, apontou que, para que o evento seja bem-sucedido, o setor de turismo precisa atender três pilares: hospitalidade, segurança e infraestrutura.
“O turismo vive um momento muito pujante, onde a iniciativa privada se aproximou da pública para discutir todas as questões, e isso evita erros. Estamos de mãos dadas, e quem ganha é a população”, garantiu Rodrigues.
O estudo do Instituto Mauro Borges aponta, ainda, que Goiânia deve receber 67 mil pessoas de outros estados ou países, um número superior à capacidade hoteleira da capital, que de acordo com o censo hoteleiro, é de aproximadamente 18,6 mil leitos. Assim, a expectativa do governo local é que a hotelaria de cidades como Aparecida de Goiânia, Anápolis, Trindade e Caldas Novas, por exemplo, também sinta o impacto da MotoGP.
O estado de Goiás assinou um contrato de cinco anos com a MotoGP, válido até 2030. Mas, para receber a etapa, investe cerca de R$ 50 milhões na reforma do Autódromo Internacional Ayrton Senna em modificações para atender os padrões da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) e aperfeiçoar a estrutura para público e equipes.
“Esse será o maior evento de toda a história do Estado. Durante cinco anos, Goiás será o centro da principal categoria da motovelocidade mundial. A qualidade do nosso autódromo foi um fator fundamental para conseguirmos trazer essa etapa para cá e, claro, iremos trabalhar para deixar tudo em perfeitas condições para receber os mais de 150 mil adeptos que virão à Goiânia”, disse o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima.
O IMB indicou, também, para o aumento de postos de emprego por causa da etapa do Mundial. A estimativa é de em média 4 mil novos postos de trabalho sejam necessários, com impactos os setores de transporte, pesquisa de mercado, atividades de televisão, fabricação de artigos de viagem, alojamento e comércio de produtos alimentícios e de bebidas, por exemplo.
Secretário de Esporte e Lazer, Rudson Guerra acredita que o público da MotoGP será o maior da história do Autódromo de Goiânia.
“O povo goiano é apaixonado pelo esporte a motor, vemos isso semanalmente nas competições regionais e nacionais que recebemos aqui. Além disso, serão dezenas de milhares de turistas. Estaremos preparados para recebê-los”, garantiu.
A MotoGP volta a acelerar entre 14 a 16 de março, para o retorno do GP da Argentina, em Termas de Río Hondo, com a segunda etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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