Racing Bulls celebra mudança de Bicester para Milton Keynes: “Pior instalação da F1”

Chefe da Racing Bulls, Laurent Mekies ressaltou as vantagens de trocar a antiga sede de Bicester pela luxuosa instalação da Red Bull, em Milton Keynes. Além da tecnologia, equipe visa expandir recrutamento

Depois de deixar a antiga sede de Bicester, em mudança que começou ainda no início de 2024, e levar as operações para Milton Keynes, a Racing Bulls explicou alguns dos motivos para a mudança. Naturalmente, a estrutura defasada do local foi a razão principal para a retirada, mas a aproximação com a Red Bull — que tem a sede no mesmo local — também é importante para a equipe.

Laurent Mekies, chefe da Racing Bulls na F1, chegou a definir a estrutura de Bicester como “a pior da Fórmula 1”, ao contrário das instalações completamente novas que o time dispõe em Milton Keynes.

“Decidimos ir para lá há cerca de 15 anos. Era muito pequeno para nós, muito velho”, admitiu Mekies. “Não quero dizer que era a pior instalação da Fórmula 1, mas realmente acho que era”, destacou.

“O que temos agora é um prédio completamente novo. É exatamente como queríamos, são instalações de alta tecnologia. Isso dá ao nosso pessoal as ferramentas perfeitas para trabalhar nas condições certas”, explicou.

Racing Bulls terá Yuki Tsunoda e Isack Hadjar como dupla em 2025 (Foto: Red Bull Content Pool)

Outra parte importante de se colocar em um centro como o da Red Bull é ter uma gama maior de possibilidades de contratação. Além disso, estar localizada junto à equipe irmã tem sua importância para a troca de informações, principalmente no que se refere aos novos motores do ano que vem.

“Isso também nos torna mais atrativos no mercado, quando formos procurar novos talentos ou quando quisermos manter os nossos. E há o fato de que estamos ao lado do campus da Red Bull. Estamos nos sentindo mais perto da família”, brincou.

“Você chega lá e tem a Red Bull por todos os lados: motores, equipe de corrida, Centro de Tecnologia… É ótimo poder começar a interagir com o pessoal dos motores antes de 2026, é só passar por uma porta”, exaltou.

Por fim, Mekies abordou a mudança de filosofia no sistema de trabalho da equipe, que deixou de ter funcionários fixos em Faenza ou Milton Keynes. Agora, os colaboradores têm maior liberdade para transitar entre os locais, e o chefe disse que é “responsabilidade” da Racing Bulls fazer com que a dinâmica funcione.

Gabriel Bortoleto e Isack Hadjar ensaiaram largada e trouxeram um repeteco da final da F2 no ano passado (Vídeo: reprodução/F1)

“Não acho que seja uma desvantagem estar dividido entre várias instalações, mas tentamos ver isso de modo diferente. E tentamos criar vantagens com isso. Então, não temos um departamento trabalhando em Milton Keynes e outro, separado, em Faenza”, explicou.

“Estamos evoluindo em torno do que chamamos de ‘abordagem livre de local’, o que significa que podemos contratar as melhores pessoas na Europa, na Inglaterra, e é nossa responsabilidade fazer funcionar. Por exemplo, os engenheiros de Hadjar estão na Inglaterra, e os de Tsunoda, na Itália. É como vemos”, finalizou o chefe da Racing Bulls.

Com o período de testes coletivos oficialmente encerrado, a próxima atividade da F1 é a estreia da temporada, no GP da Austrália. A etapa está programada para acontecer entre os dias 14 e 16 de março, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

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