Ganassi e Penske destacam pneus como fator chave em 2025: “Expectativa de corrida dura”
Com chegada de novos pneus da Firestone, Ganassi e Penske apontam que lado estratégico ganha mais importância na temporada 2025 da Indy
Entender o funcionamento dos novos pneus Firestone para a temporada 2025 da Indy vai ser fundamental para o sucesso no campeonato. Mike Hull, diretor da Ganassi, e Tim Cindric, presidente da Penske na Indy, concordam nesse sentido. Os dirigentes colocam os compostos como fator chave para a vitória, não somente no GP de Thermal deste fim de semana, mas para todo o ano na categoria.
No GP de St. Pete, realizado no início do mês nas ruas de São Petersburgo, a Firestone apresentou um composto macio com pouca durabilidade — um pedido da Indy, que gostaria que os pneus duros e macios tivessem uma grande diferença nesse aspecto. A estratégia vencedora, adotada pela Ganassi, foi largar com os pneus menos duráveis e trocar assim que possível. Uma bandeira amarela logo na volta 1 foi o momento perfeito para a parada nos boxes de Álex Palou e Scott Dixon, que fizeram o 1-2 para o time de Chip Ganassi.
A realidade da temporada da Indy deve ser essa, com um pneu com pouca durabilidade nos macios. Apesar da Firestone levar compostos mais parecidos com os apresentados em 2024 para o GP de Thermal deste domingo (23), a pista californiana é apontada como um ralador de queixo, tamanha abrasividade.
Mesmo com pneus mais resistentes, a expectativa é que se repita o expediente de St. Pete, pois Thermal Club recebe sua primeira corrida com os componentes híbridos — o peso extra vai aumentar o desgaste dos composto. O desenho estratégico tem feito Ganassi, Penske e as demais equipes coçarem a cabeça antes da primeira atividade no GP de Thermal, o TL1, marcado para esta sexta-feira (21), às 19h30 [de Brasília, GMT -3].

“A expectativa é de uma corrida dura com os pneus. Nunca vimos o real impacto do asfalto aqui, pois ano passado as corridas foram curtas. Não sabemos o quão ruim pode ser. Foi difícil atacar, então teremos de descobrir como vai ser em longos stints. Vai ser uma corrida de posicionamento, pois vai ser muito difícil passar”, falou Cindric à Racer.
Mike Hull, conhecido por fazer as estratégias de Scott Dixon ao longo das últimas décadas na Ganassi, esmiuçou sobre como a corrida deve transcorrer. Apostando em uma prova mais morna, o dirigente apontou para o final de cada stint como um momento de mais ação na pista.
“A chave para vencer neste ano, se os pneus forem como os de St. Pete, vai ser conservar os duros para andar o máximo possível”, comentou Hull à Racer.
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“Não teve muita disputa em St. Pete, então não teve tanta gente forçando para ultrapassar, o que fez o grid se espalhar. Acho que teremos a mesma coisa em Thermal. Os pilotos vão poderão correr na velocidade que quiserem, sem serem pressionados excessivamente por quem vem atrás. Isso poderá fazer os pneus estarem em condições boas nos 20% finais do stint”, prosseguiu o dirigente da Ganassi.
“Quem conseguir fazer isso, vai ganhar muitas posições. Se não vencer, estar no pódio. Quem não conseguir, vai despencar no fim dos stints. Quem deixar os macios antes, melhor vai andar. Acho que o grid todo vai fazer isso em Thermal, o que pode fazer a corrida ser chata”, encerrou.
A Indy retorna neste fim de semana, entre os dias 21 e 23 de março, com o GP de Thermal, que acontece no circuito do Thermal Club, localizado na região de Palm Springs, na Califórnia, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.
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