Palou aciona resgate e salva Indy após novo show de horrores em Thermal

A excelência de Álex Palou foi o único motivo para que o GP de Thermal de 2025 não seja lembrado como uma das piores provas da história da categoria. Espanhol indica que dinastia é real

Álex Palou é o melhor piloto da Indy e parece ser senso comum que poucos discordam desta opinião. Porém, o que o espanhol fez neste domingo (23) foi muito além de vencer uma corrida mais uma vez pela categoria: ele evitou que o GP de Thermal fosse mais um completo desastre e trouxe um momento inesquecível para ser valorizado nos próximos meses.

Não há razão para mentir: o GP de Thermal foi um completo porre. Uma corrida que transcorreu de forma absolutamente chata em uma pista plana e de poucas variações que poderiam ser entregue aos desafiantes. Os pneus demoraram muito para virar um fator, e a maior parte das brigas se deram atrás do top-10, valendo muito pouco.

A situação foi tão porca que o telespectador chegou a perder quase 10 voltas da corrida após uma queda do sinal que fez todos os sistemas pararem. Um tipo de incidente absolutamente inaceitável para uma categoria que tanto mira voos mais altos. A falha foi um símbolo de um evento que, assim como em 2024, sequer deveria ter acontecido, mesmo que agora esteja valendo pontos.

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Álex Palou (Foto: Indycar)

O Thermal Club é uma pista privada e que pode servir muito bem para pré-temporada, testes com novatos e outros eventos. Correr neste autódromo é impossível. Se trata apenas de fazer um pequeno circo para um bando de bilionários e com potencial baixo de alcançar mais pessoas. A Indy não precisa ser um clubinho como tem sido nos últimos anos. Precisa alcançar mais gente e tem a necessidade de ser um evento forte muito além das 500 Milhas de Indianápolis.

E parte do motivo de ainda apostarmos na Indy como algo sério é Álex Palou. A estratégia de adotar pneus macios para o último stint foi certeira, e isso apagou boa parte do marasmo da corrida. Protagonizou uma excelente batalha contra Christian Lundgaard, e como um tubarão, sentiu o cheiro de sangue para atacar Pato O’Ward nas voltas finais e vencer de novo.

Por mais que o caminho de 2025 seja muito longo, a derrota deste domingo é dolorosa para a McLaren, que em uma prova que transcorreu sem grandes momentos, tanto O’Ward quanto Lundgaard tiveram ritmos invejáveis. Porém, superar Palou exige um pouco além disso. Não era o que a dupla tinha no bolso a oferecer hoje.

Os 39 pontos que Palou carrega de distância na liderança do campeonato podem parecer pouco visto o estágio de temporada que os pilotos vivem, mas as primeiras demonstrações do catalão indicam que será muito difícil bater a dinastia, e poucos parecem dispostos a entregar o que tem de melhor para estas ocasiões.

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