Red Bull evita termo “rebaixado” para Lawson e usa Gasly de exemplo: “Voltou à boa forma”
Consultor da Red Bull, Helmut Marko ainda afirmou que a esquadra possui uma "rede segurança com uma segunda equipe", o que significa que Liam Lawson será mantido na F1
Ainda que tenha mandado Liam Lawson de volta ao time B depois da ascensão relâmpago à Red Bull, a equipe se nega a usar o termo “rebaixado” para definir a troca entre ele e Yuki Tsunoda a partir deste fim de semana, no GP do Japão. Consultor dos taurinos, Helmut Marko ainda usou os exemplos de Pierre Gasly e Alexander Albon para defender que o neozelandês terá a chance de se recuperar “em um ambiente menos competitivo”.
Lawson ganhou a queda de braço contra Tsunoda pela vaga de Sergio Pérez na temporada 2025 da Fórmula 1. Na ocasião, o argumento para a escolha foram os resultados mais consistentes em ritmo de corrida de Liam, ainda que o japonês tenha obtido resultados melhores no confronto direto no ano passado, na então RB.
Só que Lawson demonstrou muito mais dificuldade ao volante do RB21 que o esperado. Tanto na Austrália quanto na China, não conseguiu avançar ao Q2 da classificação. Em Melbourne, ainda bateu.
A Red Bull, então, decidiu efetuar a troca, em manobra semelhante à feita com Gasly em 2019, só que o francês ainda durou 12 corridas na equipe principal e voltou ao time B, a Toro Rosso. Lawson, no entanto, teve apenas dois GPs, porém Marko defendeu a atitude em entrevista à versão alemã do portal Motorsport.

“Primeiro de tudo, ele não está sendo rebaixado — está se mudando para a Racing Bulls, que tem um carro muito competitivo, muito mais fácil de manusear do que o RB21″, começou o consultor. “A mudança aconteceu depois de um começo que, diria, foi bastante infeliz”, continuou.
“Ele perdeu o TL3 na Austrália, e foi aí que os problemas começaram. Isso naturalmente afetou a confiança de Liam. Infelizmente, as coisas continuaram na China, que teve uma corrida sprint — então, novamente, apenas uma sessão de treinos. E, ao mesmo tempo, temos de reconhecer que o RB21 é difícil de pilotar. Não é o carro mais rápido, e a diferença no desempenho continuou crescendo”, salientou, retomando o tema rebaixamento.
“Voltando ao tópico de ser ‘rebaixado’: mencionemos Gasly. Mais tarde, ele voltou à boa forma e agora é um piloto de muito sucesso com a Alpine. O mesmo se aplica a Albon [na Williams]. Todos tiveram o mesmo destino ao lado de Max, mas eles se recuperaram e encontraram a forma novamente em um ambiente menos competitivo”, argumentou.
Em seguida, o portal quis saber se não faria sentido deixar Lawson correr em Suzuka, já que é uma pista conhecida por ele ter feito a Super Fórmula. O austríaco, no entanto, disse que se tratou de uma “decisão unânime” da Red Bull.
“No início da corrida, tentamos uma configuração diferente. Ele estava simplesmente nas cordas, como um boxeador. E quando um boxeador está nas cordas, você o tira do ringue. Mas no caso dele, temos a rede de segurança de ter uma oportunidade única com uma segunda equipe — portanto estamos mantendo-o na Fórmula 1”, encerrou Marko.
A Fórmula 1 volta de 4 a 6 de abril em Suzuka, palco do GP do Japão, terceira etapa da temporada 2025.
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