Red Bull cita “altos e baixos na carreira” para explicar relutância em promover Tsunoda
Consultor da Red Bull, Helmut Marko ainda garantiu que o fato de a estreia de Yuki Tsunoda na Red Bull acontecer exatamente no GP do Japão, país do piloto e da Honda, foi apenas "coincidência"
Embora tenha optado por dar uma oportunidade a Liam Lawson em vez de Yuki Tsunoda no fim do ano passado, quando abriu mão de Sergio Pérez, a Red Bull não hesitou em promover o japonês à equipe principal após apenas duas corridas na temporada 2025 da Fórmula 1. Consultor dos taurinos, Helmut Marko citou os “altos e baixos” da carreira do #22 para justificar a relutância da base em Milton Keynes em escolhê-lo desde o início do campeonato.
Cria do programa de pilotos da Honda, o agora companheiro de Max Verstappen chegou à categoria principal do automobilismo em 2021, vestindo as cores da então AlphaTauri — atual Racing Bulls. A partir daquele momento, vinha sonhando com um lugar na escuderia comandada por Christian Horner, ainda que sempre tenha sido deixado em segundo plano. Mas tudo mudou após as boas performances nos GPs da Austrália e da China, que abriram o certame.
“É claro que há muitos sabe-tudo que agora vão questionar: por que Tsunoda não foi escolhido desde o início? Isso porque a carreira de Yuki teve altos e baixos. Ele não passava exatamente uma imagem de confiabilidade e consistência”, respondeu Marko ao portal Speedweek, esclarecendo a falta de paciência da Red Bull com Lawson e a rápida decisão em promover o japonês.
“Mas agora ele deu um salto em seu desenvolvimento, inclusive em termos de preparação física. Tsunoda agora está realmente mais forte”, apontou. “Yuki apresentou performances impressionantes nos dois primeiros fins de semana de corrida. Então, aquilo que distinguiu Lawson na segunda metade da temporada 2024, agora estamos vendo em Yuki”, declarou.

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Com 3 pontos somados até aqui na classificação do Mundial de Pilotos, Tsunoda agora tem a oportunidade de escalar ainda mais o pelotão no circuito de Suzuka, palco do GP do Japão, que acontece neste fim de semana. No entanto, de acordo com Marko, o fato de a estreia do japonês na equipe principal acontecer bem diante de sua torcida foi apenas uma coincidência, não tendo nada a ver com o apoio da Honda ao competidor de 24 anos.
“É uma coincidência que essa mudança de posição e promoção do protegido da Honda, Tsunoda, tenha ocorrido pouco antes de sua corrida em casa, no Japão, e na pista da Honda. Certamente ajuda que Yuki conheça bem esta pista, mas isso também se aplica a Lawson. Esse não foi o fator decisivo”, concluiu.
A Fórmula 1 volta neste fim de semana, entre os dias 4 e 6 de abril, em Suzuka, palco do GP do Japão, terceira etapa da temporada 2025.
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