Oliveira detalha “lesão muito rara” no ombro e evita dar prazo para retorno à MotoGP 2025

Miguel Oliveira apareceu no Catar para acompanhar a prova da MotoGP e explicou a lesão no ombro esquerdo que o afastou das últimas três corridas. O português da Pramac também disse que aguarda resultados de exames para saber quando voltar a correr

Miguel Oliveira é, mais uma vez, desfalque no grid da MotoGP. Neste fim de semana, no GP do Catar, o piloto da Pramac segue fora do grid por conta de uma lesão no ombro esquerda sofrida na corrida sprint da Argentina. Em seu lugar, a equipe optou pelo reserva Augusto Fernández pela segunda vez seguida.

Oliveira foi derrubado por Fermín Aldeguer na primeira volta da sprint da MotoGP na Argentina. Apesar de ter escapado de fraturas, o português teve um ruptura ligamentar no ombro e revelou, em entrevista a jornalistas no Catar, que ainda não tem prazo para retornar ao grid da principal classe do Mundial de Motovelocidade.

“Foi um pouco mais sério do que eu esperar, é uma lesão muito rara. Fui pego de surpresa, realmente não estava esperando, achei que tinha quebrado a clavícula e em três semanas estaria tudo bem. Porém, foi algo mais complicado”, afirmou.

“Fiz os exames e tudo estava normal. No centro médico, a enfermeira puxou o macacão, senti um movimento na clavícula e pensei ‘agora está quebrado’. Na verdade, era uma redução da luxação, pois tudo voltou para o lugar”, brincou.

Fermín Aldeguer e Miguel Oliveira se tocaram durante a sprint na Argentina (Foto: AFP)

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Oliveira ainda explicou a recuperação da lesão, mas evitou dar qualquer tipo de prazo para voltar às pistas. A expectativa, neste momento, é de ausência também no GP da Espanha, em Jerez, daqui a duas semanas.

“As três primeiras semanas foram de imobilização completa. Não tem como acelerar a recuperação de um ligamento. É preciso estar completamente apto para voltar a correr e, agora, não sei se estarei 100% ou 50% em Jerez. Minha expectativa era subir na moto amanhã, mas parece irreal neste momento”, pontuou o piloto da Pramac.

“Na segunda-feira, tenho novos exames e vamos ver como o tendão está se curando, quão segurou é começar a fazer movimentos em 90 graus, pois é isso que realmente levanta escápula e clavícula. Se ficar tudo bem, começo atividades na academia, mas só na semana de Jerez terei uma noção se vou correr ou não”, finalizou.

MotoGP volta a acelerar ainda nesta sexta-feira (11), a partir de 14h (de Brasília), com o treino do GP do Catar, em Lusail, quarta etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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