Williams projeta corridas melhores e vê peso mínimo como “única preocupação” na F1 2026

Williams e outras equipes terão o desafio de adequar o novo carro, com motor dependente de 50% dos componentes elétricos, a 768 kg, 30 kg a menos que o mínimo desta temporada

Chefe da equipe Williams, James Vowles afirmou não ter “grandes preocupações” em relação ao novo regulamento que a Fórmula 1 implementará a partir de 2026, quando carros e unidades de potência passarão por mudanças mais radicais. O dirigente acredita que as corridas serão melhores, mas destacou que o principal desafio será adequar os monopostos ao peso mínimo.

A partir de 2026, as unidades de potência da F1 terão maior dependência dos componentes elétricos, que deverão representar 50% do sistema, conforme o regulamento. O novo funcionamento dos motores, no entanto, não preocupa Vowles, especialmente com a manutenção da parceria com a Mercedes durante o próximo ciclo.

Apesar disso, o aumento do aparato elétrico tende a tornar o conjunto da unidade de potência mais pesado, o que representa um obstáculo adicional para as equipes. Isso porque o peso mínimo dos carros será reduzido a partir de 2026. Atualmente fixado em 798 kg, o novo limite será de 768 kg.

Além disso, o carro como um todo será menor. A distância entre-eixos será reduzida de um máximo de 3.600 mm para 3.400 mm, enquanto a largura do carro cairá de 2.000 mm para 1.900 mm. A largura máxima do assoalho também será diminuída em 150 mm. Os pneus seguirão com aro de 18 polegadas, mas com 25 mm a menos na dianteira e 30 mm a menos na traseira, o que, segundo a F1, resultará em perda mínima de aderência.

Williams tem grande expectativa com novo regulamento da F1 (Foto: Williams)

“Ainda é muito cedo, pois estamos desenvolvendo o carro, mas [esse pacote de atualizações] só vai à pista no inverno [do Hemisfério Norte], em alguns meses. Mas não vejo grandes preocupações, nada fora da curva”, disse o chefe da Williams.

“Para nós, as corridas parecem promissoras neste momento. Será algo muito bom para o espectador. A turbulência foi reduzida, será mais fácil seguir os carros à frente — então, não temos preocupações”, completou Vowles.

“Provavelmente, o maior desafio será bater o peso mínimo. A ideia de reduzi-lo é válida, mas na prática é algo bastante difícil para as equipes. Essa é a única parte realmente complicada, encerrou.

Fórmula 1 volta de 18 a 20 de abril em Jedá, palco do GP da Arábia Saudita, quinta etapa da temporada 2025.

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