Verschoor brilha em estratégia e vence corrida 2 da rodada da Arábia Saudita da F2
De pneus supermacios, Richard Verschoor ultrapassou Jak Crawford na abertura da última volta da corrida 2 da rodada da Arábia Saudita da F2
Richard Verschoor foi magistral na estratégia e venceu a corrida 2 da rodada da Arábia Saudita da Fórmula 2, realizada neste domingo (20). Ele largou de pneus médios, esticou ao máximo a parada em ritmo muito forte e aproveitou os supermacios para ultrapassar Jak Crawford na abertura da última volta. Victor Martins completou o pódio.
Depois de perder a vitória na sprint por conta de 5s de punição, Verschoor apostou na borracha mais dura para o stint inicial para esticar ao máximo a primeira parada. E a tática se mostrou boa no momento em que, com quase 20 voltas, fazia a volta mais rápida, abrindo distância para Crawford, que largara com os supermacios e era o primeiro da fila dos que já haviam realizado a troca obrigatória.
Foi uma estratégia ousada, e seria necessário abrir ao menos 30s para voltar colado em Crawford, porém com pneus em situação muito melhor para poucos giros. Em ritmo de classificação e de cara para o vento, Verschoor emendou sequência de voltas rápidas, sendo em dado momento quase 1s mais rápido do que Jak.
Com mais de 26s de vantagem, Verschoor parou na volta 24 de 28, e a MP trabalhou certinho para devolvê-lo à frente de Martins, na virtual segunda posição. Crawford era o líder com 3s5 de vantagem e teria três giros para buscar a diferença e brigar pela vitória.
Mas assim que os pneus atingiram a temperatura, Verschoor tirou rapidamente a vantagem. Na penúltima volta, entrou na zona de detecção da asa móvel, jogando tudo para o giro final.
Quando cruzaram a linha de chegada para abrir a última volta, a diferença era de apenas 0s1. Não havia o que fazer: com o DRS aberto, Verschoor trouxe para o lado de fora e ganhou com facilidade a freada da 1, assumindo a liderança.
A Fórmula 2 volta de 16 a 18 de maio, em Ímola, para a rodada da Emília-Romanha. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da temporada 2025.
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Confira como foi a corrida 2 da F2 em Jedá:
Depois da confusão que gerou reprimenda a 15 pilotos pelo uso indevido do DRS na volta 1 da sprint, os pilotos alinharam para a prova de domingo com 29°C de temperatura ambiente, asfalto em 50,6°C e 73% de umidade relativa do ar — aumentando ainda mais a sensação de abafamento. No grid, Crawford puxou a fila para a volta de apresentação, com Martins na sequência, ambos em busca de redenção depois de um sábado não tão bom.
Destaque também para Lindblad, em quinto, em posição interessante para brigar por mais uma vitória e varrer o fim de semana, coisa que poucos na F2 fizeram até hoje. Quando as luzes se apagaram, Crawford rapidamente levou o carro para o traçado ideal e bloqueou ataque de Martins — enfim em uma boa largada. Fornaroli manteve o terceiro posto, enquanto Lindblad chegou a ameaçar Browning, mas ficou sem espaço e ainda tomou de Dunne ao sair da pista, caindo para sexto.
Na volta 2, foi a vez de Martí dividir a chicane ao fim da reta principal com o companheiro de Campos e efetuar bela ultrapassagem. Até então, Crawford, Martins, Fornaroli, Browning, Dunne, Martí, Lindblad, Minì, Verschoor e Stanek completavam o top-10.
Volta 4, enquanto Crawford colocava mais de 1s sobre o carro da ART, neutralizando o uso do DRS, Browning pressionava bastante Fornaroli na briga pelo terceiro posto, apenas 0s4 atrás. No giro seguinte, Luke aproximou-se ainda mais depois de fritada de pneus do carro da Invicta. Aí foi fácil ganhar a posição na força da asa móvel, e Dunne ainda aproveitou o vácuo e pulou para quarto na curva 1, jogando Fornaroli para quinto.
Na volta 7, a turma dos supermacios abriu a janela de paradas, com Fornaroli, Minì, Villagómez e Martí dirigindo-se aos boxes. O espanhol da Campos, no entanto, viu uma das rodas do carro sair com mais dificuldade e perdeu tempo, voltando atrás de Fornaroli.
Na sequência, a transmissão recuperou instante em que John Bennett bateu com o carro da Van Amersfoort no muro e espalhou detritos pela pista por conta da asa dianteira danificada. Enquanto isso, os pit-stops seguiam, agora com Crawford, Browning, Dunne, Lindblad e Montoya efetuando a troca.

Martins seguiu e só entrou na volta 9. O bom trabalho da ART o fez voltar à frente de Crawford, mas tendo de se virar para conter o ataque do americano, com os pneus já aquecidos. Foi quando o safety-car virtual foi acionado para a limpeza da pista.
Pouco antes, Dunne trouxe o lado afobado para jogo: quase acertou Browning ao perder a chicane e voltar de forma estabanada e permitiu que Fornaroli tivesse todo o espaço do mundo para efetuar ultrapassagem dupla. Dunne até passou Browning, mas foi instruído a devolver posição, ainda que o lance fosse duvidoso pelo carro da academia da Williams ter sigo jogado para fora da pista.
Abertura da volta 11, com a pista liberada, Crawford foi para cima de Martins na reta e dividiu roda a roda as curvas seguintes, só que o francês prevaleceu com muito arrojo. Jak, então, pegou o lado de fora no giro seguinte, na reta principal, e assumiu a ponta antes mesmo da curva 1. Na prática, a briga valeu o nono posto, porém os oito primeiros colocados — Verschoor, Maini, Stanek, Goethe, Dürksen, Beganovic, Esterson e Shields — ainda não haviam parado.
A questão é que Verschoor vinha em ritmo interessante, no mesmo ritmo de Crawford e com uma vantagem já em 22s para o carro da DAMS. Seria a oportunidade para ao menos brigar pelo pódio depois de perder a vitória da sprint por conta dos 5s de punição por ter jogado Martí para fora da pista.
Enquanto isso, Na volta 14, Browning e Martí travavam bom pega pelo 12º posto — virtual quarto, por conta das paradas. Na primeira, o britânico cortou a chicane e manteve-se à frente, para reclamação do piloto da Campos. Depois foi a vez de Martí fazer o mesmo e efetuar a ultrapassagem, mas ser obrigado a devolver o posto para não ser punido.
Mais dois giros, Martí veio por dentro na reta enquanto Dunne tentou levar vantagem sobre Browning pelo lado de fora. O piloto da Hitech ficou espremido e cortou novamente a chicane, mas manteve-se à frente do carro da academia da McLaren. Martí agora era o 12º, atrás de Fornaroli.
Na frente, Verschoor fazia a volta mais rápida com os médios, fazendo valer a estratégia de esticar bem a primeira parada. A distância para Crawford já era em 24s2, e subiu ainda mais. Quando finalmente parou, na 24 de 28, tinha mais de 26s e voltou à pista à frente de Martins, pouco mais de 3s atrás de Crawford. Verschoor precisou de apenas um giro para colocar os pneus na janela ideal de temperatura e engolir o rival.
Fórmula 2 2025, rodada da Arábia Saudita, Jedá, corrida 2:
| 1 | R VERSCHOOR | MP | 28 voltas | |
| 2 | J CRAWFORD | DAMS | +1.701 | |
| 3 | V MARTINS | ART | +5.852 | |
| 4 | L FORNAROLI | Invicta | +6.574 | |
| 5 | J M MARTÍ | Campos | +9.992 | |
| 6 | L BROWNING | Hitech | +10.607 | |
| 7 | A LINDBLAD | Campos | +15.420 | |
| 8 | A DUNNE | Rodin | +16.376 | |
| 9 | G MINÌ | Prema | +19.518 | |
| 10 | K MAINI | DAMS | +19.604 | |
| 11 | J DÜRKSEN | AIX | +19.867 | |
| 12 | R STANĚK | Invicta | +20.654 | |
| 13 | D BEGANOVIC | Hitech | +25.492 | |
| 14 | O GOETHE | MP | +26.399 | +5s |
| 15 | A CORDEEL | Rodin | +27.313 | |
| 16 | R MIYATA | ART | +27.947 | |
| 17 | R VILLAGÓMEZ | Van Amersfoort | +33.771 | |
| 18 | M ESTERSON | Trident | +33.930 | |
| 19 | C SHIELDS | AIX | +50.274 | |
| 20 | J BENNETT | Van Amersfoort | +1 volta | |
| S MONTOYA | Prema | NC | ||
| S MEGUETOUNIF | Trident | NC |
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