Verstappen sem time? Russell na Red Bull? Como grid da F1 ganha forma para 2026

'Silly season', o período de boatos e movimentações dos pilotos e equipes da Fórmula 1, ainda não esquentou. Mas Max Verstappen e George Russell estão no centro das conversas

A temporada 2025 da Fórmula 1 apenas começa a desenhar os contornos do que será. Afinal, somente cinco das 24 provas ficaram no retrovisor e há meses recheados de carros na pista pela frente. Mas, como a F1 nunca está de olho em uma só coisa, 2026 também está em voga tanto no contexto das novas regras quanto do grid. Com Max Verstappen no olho do furacão, o que esperar das escalações das equipes para o ano que vem?

O portal inglês The Race publicou um apanhado de informações sobre a situação do grid para o ano que vem e trouxe um segundo piloto para o centro das discussões, além de Verstappen. É George Russell, que tem contrato com a Mercedes apenas até o fim deste 2025.

Por enquanto, é bem verdade, o mercado está silencioso e travado. Ainda é cedo, pois, e Verstappen é quem detém a carta mais preciosa do baralho e a chave para desbloquear as negociações, algo semelhante ao que aconteceu ano passado a partir do momento em que Lewis Hamilton acertou com a Ferrari.

Verstappen, contudo, não está livre — pelo contrário, tem contrato até o fim da temporada 2028. O que se sabe é que o acordo do tetracampeão com a Red Bull conta com cláusulas de liberação após 2025. A cláusula mais famosa é aquela que permite que Max deixe o contrato, caso assim queira, se chegar em determinado ponto da temporada 2025 abaixo do segundo lugar no Mundial de Pilotos. Embora ninguém crave a data exata, a maior possibilidade é de que seja na parada do recesso de meio de temporada.

Max Verstappen tem as chaves da silly season (Foto: AFP)

Atualmente, Verstappen está fora das duas primeiras colocações — é o terceiro, mas somente 12 pontos atrás do líder Oscar Piastri e a dois pontos de Lando Norris, o vice. O recesso começa após o GP da Hungria, 14ª etapa do campeonato. Há mais nove GPs até lá, portanto. No meio do caminho, a partir do GP da Espanha, nona etapa do campeonato, passa a valer a mudança nas avaliações das asas flexíveis, algo que tem possibilidade de alterar a ordem de forças no grid.

Toda a conversa sobre saída de Verstappen da Red Bull fica no passado caso a McLaren despenque e a equipe da marca de bebidas energéticas volte a imperar. Ou a situação pode se aprofundar mais caso Ferrari e Mercedes cresçam e superem os carros taurinos. Jogo de especulações, por enquanto.

A decisão de Verstappen sobre se livrar ou não do contrato é o que definirá a potência do mercado de pilotos. O tetracampeão tem, segundo o veículo acredita, três possibilidades caso decida deixar a Red Bull. Uma é a ida para a Mercedes, que o corteja publicamente desde o ano passado. Uma segunda alternativa é a Aston Martin, que já se prepara há algum tempo para fazer, junto aos parceiros da Arábia Saudita, uma tentadora proposta financeira. A alternativa final ouvida pelo The Race é tirar um ano sabático, ficar fora do grid em 2026 e avaliar quem é que está bem sob as novas regras para fazer uma escolha de novo time em 2027.

Entre as duas equipes, porém, a ida para a Mercedes tende a ser a menos complexa, uma vez que a equipe tem assentos vagos para o ano que vem. Andrea Kimi Antonelli também tem apenas um ano de contrato, mas a expectativa é que tenha a permanência assegurada em breve. Pelos lados da Aston Martin, tanto Fernando Alonso quanto Lance Stroll contam com contratos para 2026.

George Russell já tem três pódios na temporada 2025 da F1 (Foto: AFP)

E é aí que entra o fator Russell. Atualmente quarta colocado no campeonato e dono de início invejável de desempenhos com uma Mercedes distante de brigar por vitórias, o inglês vê a Mercedes apenas começar a conversar sobre renovação, mas sem avanços significativos — apesar da versão italiana do Motorsport.com apontar que existe um alinhamento financeiro. É uma manobra vista por gente do paddock como estratégia de Toto Wolff para enrolar as tratativas até saber se Verstappen fica ou não disponível daqui a alguns meses.

Mas há outra informação importante adiantada pelo veículo: a que algumas pessoas já viram Russell e o chefe da Red Bull, Christian Horner, no que se qualificou de “conversas informais”. Não existe, no momento, qualquer negociação entre Russell e Red Bull, mas o jogo das especulações permite a apontar um risco para a Mercedes.

No caso da Red Bull perceber que a situação ficou muito difícil para manter Verstappen, tem condições de procurar Russell com uma oferta tentadora antes que feche com a Mercedes. Assim, caso ficasse com George e perdesse Max, a bola estaria na quadra da Mercedes, que teria de sair desesperada atrás de Max sob o risco de ficar sem nenhum dos dois. Sobretudo porque não há nenhum outro grande nome no mercado por enquanto. Talvez Valtteri Bottas, atualmente reserva, volte a ser um tapa-buracos atraente por um ano.

E caso a Red Bull perca Verstappen para a Mercedes e escolha algum outro piloto atualmente no grid? Aí, é a vaga em aberto que tende a condicionar o futuro de Russell. Mas a possibilidade, pelo menos por ora, é menos provável.

Fórmula 1 volta de 2 a 4 de maio em Miami, primeira corrida da temporada 2025 nos Estados Unidos.

▶️ OUÇA AGORA: É assim que acaba? O que história da F1 revela sobre a crise da Red Bull | Paddockast #188
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

PIASTRI LÍDER DA F1, NORRIS PERTO DO FIM e VERSTAPPEN IRRITADO | Paddock GP #412
Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!