Engenheiro da McLaren vê “mudança enorme” em Norris na F1: “É exigente com a equipe”
Will Joseph, engenheiro de corridas de Lando Norris, destacou a evolução do piloto da McLaren desde a estreia, em 2019. Agora, já com experiência, é responsável por papel de liderança
Will Joseph, engenheiro de corrida de Lando Norris, afirmou que o britânico desenvolveu uma relação “incrivelmente poderosa” com a McLaren ao longo dos anos, o que lhe permitiu se tornar um piloto mais exigente dentro da equipe. Aos 25 anos, amadureceu e acumulou experiência desde a estreia em 2019. Agora, além de brigar diretamente pelo título contra Max Verstappen e o companheiro Oscar Piastri, lidera o processo de desenvolvimento dentro do time.
O engenheiro destacou a evolução de Lando desde os primeiros passos na categoria. Sabe falar melhor que quase ninguém, uma vez que é o responsável por trabalhar ao lado do piloto nestes sete anos. E detalhou o plano que a equipe papaia traçou para o piloto desde sua estreia.
“Há uma mudança enorme nele e na maneira como nós, como equipe, tivemos de trabalhar. Quando ele chegou, era um novato, e traçamos um plano de desenvolvimento para atingir nossos objetivos. Isso mudou ano a ano”, explicou em entrevista ao portal neerlandês RacingNews365.
“No primeiro ano, o foco era garantir o básico: conhecer os regulamentos, minimizar erros. Não precisava se preocupar com o acerto do carro, nós cuidávamos disso. Agora, é muito mais consciente. Está tão em sintonia com o carro que, muitas vezes, percebe coisas antes de nós”, detalhou.

Norris é produto da academia de jovens pilotos da McLaren. Foi recrutado no início de 2017, na esteira de uma temporada extremamente vitoriosa em 2016, com dois títulos de Fórmula Renault, além da tradicional Toyota Racing Series, todos em sua primeira participação. Logo em seu primeiro ano no programa, conquistou a Fórmula 3 europeia também como novato. Em 2018, foi promovido à F2, onde foi vice-campeão e, logo, foi alçado à equipe principal na F1.
Segundo Joseph, a relação se inverteu. Com a experiência adquirida dentro das pistas, Norris aos poucos foi assumindo o protagonismo na equipe de Woking. Mas destacou que o sucesso da parceria vai além dos resultados imediatos: a base é a confiança mútua construída entre piloto e engenheiro.
“Hoje, ele pode ser exigente com a equipe, enquanto antes éramos nós que precisávamos puxá-lo. É mudança é enorme. Mas uma coisa segue igual desde o começo: garantimos que o trabalho seja divertido. Se não for, não faz sentido continuar”, falou.
“Confiança é fundamental”, ressaltou. “Temos uma relação em que Lando pode confiar na gente e nós podemos confiar nele. Se algo não nos agrada, falamos, e ele faz o mesmo. Isso nos permite ter interações sinceras e humildes para evoluir”, garantiu.

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O engenheiro explicou que a maturidade de Norris reflete também na capacidade de construir uma visão mais ampla dentro da equipe: “Com o tempo, ganhou experiência com o carro, pneus e pistas. Um piloto no terceiro ano só andou duas vezes em cada circuito. A bagagem vai se formando aos poucos. E agora começamos a colher frutos”, concluiu.
Após a primeira tentativa frustrada de brigar pelo título em 2024, Norris entrou 2025 como o grande favorito, dada a superioridade da McLaren no final ao ano passado e nos testes de pré-temporada. O britânico iniciou o ano bem, com uma vitória contundente no GP da Austrália, mas desde então vem oscilando. Neste momento, ocupa a segunda posição no Mundial de Pilotos, com 89 pontos, 10 a menos que o companheiro Piastri.
A Fórmula 1 volta de 2 a 4 de maio em Miami, primeira corrida da temporada 2025 nos Estados Unidos.
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