CEO da Fórmula E lamenta saída da McLaren, mas ressalta força de “fabricantes mundiais”

Jeff Dodds disse que não pode "amenizar má notícia" após anúncio da McLaren, mas afirmou que categoria está fortalecida pelo interesse de outras marcas em permanecer para os próximos anos

Jeff Dodds, CEO da Fórmula E, não escondeu a decepção ao comentar a recente notícia sobre a saída da McLaren da categoria elétrica ao fim da temporada 2024/25, mas disse que entende o movimento da equipe britânica.

A McLaren vai direcionar seus esforços na Fórmula 1, Indy e na entrada na classe dos hipercarros do Mundial de Endurance (WEC), a partir de 2027. Por isso, decidiu abandonar o projeto na Fórmula E para mergulhar nas corridas de resistência.

“Não posso amenizar a situação, porque são más notícias”, afirmou Dodds ao portal Racer. “Foi uma conversa surpreendente. Eu não comecei aquele dia esperando por essa ligação, mas, quando me foi apresentada, por mais que eu não goste, eu a entendo”, emendou.

“Conheço os tipos de carros que a McLaren vende hoje e seu pipeline para o futuro próximo. Também conheço o cenário de patrocínio deles e as ambições de Zak Brown no automobilismo. Existem marcas no campeonato cuja saída teria sido muito mais surpreendente”, completou o dirigente.

A McLaren oficializou a saída da Fórmula E (Foto: McLaren)

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Apesar da decisão anunciada pela McLaren, a equipe na Fórmula E tentará permanecer no grid e já conversa com pessoas interessadas em fazer parte da categoria. Segundo Dodds, Ian James, chefe do time, está adotando uma abordagem ampla para o futuro.

“James não está limitando seu pensamento às marcas tradicionais do automobilismo. Ele está olhando para um cenário muito mais amplo, considerando tanto novas potências automotivas quanto grandes marcas de consumo e empresas digitais”, explicou Dodds.

“Se trouxermos uma marca de consumo massiva e globalmente reconhecida, ou uma marca digital, também será ótimo. Precisamos que marcas vejam a Fórmula E como uma plataforma para promover seu DNA”, reforçou.

Taylor Barnard (Foto: Fórmula E)

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O CEO também fez questão de destacar a força atual da Fórmula E no cenário automobilístico. “Existem muito poucos esportes a motor no mundo que têm o interesse de fabricantes que nós temos. IndyCar tem duas fabricantes; NASCAR, três; F1, quatro. Hoje, a Fórmula E conta com seis fabricantes — e cinco deles já se comprometeram com a nova geração de carros, o Gen4“.

“E não se trata de fabricantes pequenos — Porsche, Jaguar, Nissan, Stellantis, Yamaha —, são grandes fabricantes mundialmente reconhecidas, então acho que estamos em uma posição muito boa. Tenho certeza de que foi um período ruim quando as três fabricantes alemãs saíram, mas temos uma boa base para o campeonato”, finalizou.

Com cinco etapas já concluídas em 2025, a McLaren tem 33 corridas na categoria, com uma vitória e quatro pole-positions até aqui. A Fórmula E volta a acelerar entre os dias 3 e 4 de maio com a rodada dupla do eP de Mônaco. O GRANDE PRÊMIO faz cobertura completa do evento e transmite todas as atividades AO VIVO e COM IMAGENS pelo YouTube.

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