5 coisas que aprendemos no GP da Espanha, 5ª etapa da MotoGP 2025
O GP da Espanha rendeu a primeira vitória de Álex Márquez na MotoGP, além da volta de Fabio Quartararo ao pódio após 560 dias. Mas também mostrou fragilidades da Ducati e preocupações em outras marcas. O GRANDE PRÊMIO separou cinco tópicos para analisar
O GP da Espanha marcou a primeira vitória de Álex Márquez na MotoGP. No último domingo (27), o piloto da Gresini precisou se recuperar de um susto no começo da corrida para avançar aos poucos e garantir o triunfo inicial na classe rainha do Mundial de Motovelocidade. De quebra, ainda assumiu a liderança do campeonato.
Fabio Quartararo também quebrou um jejum em Jerez e voltou ao pódio após 560 dias, terminando na segunda colocação. O terceiro lugar ficou novamente com Francesco Bagnaia, da Ducati, que ainda viu o companheiro Marc Márquez cair e terminar em 12º.
Maverick Viñales voltou a andar bem e terminou na quarta colocação, seguido por Fabio Di Giannantonio, Brad Binder, Pedro Acosta, Ai Ogura, Enea Bastianini e Luca Marini dentro do top-10 no circuito espanhol.
O GRANDE PRÊMIO separou cinco coisas que aprendemos no GP da Espanha, quinta etapa da temporada 2025 da MotoGP:

Álex Márquez sai da aba do irmão e ganha espaço na MotoGP
Álex Márquez finalmente ganhou um lugar só seu nos livros de história da MotoGP. Antes conhecido apenas por ser o irmão mais novo de Marc Márquez, o espanhol desabrochou em Jerez. Quase colocou tudo a perder nos treinos, com duas quedas, mas guardou forças para a corrida principal, com boas ultrapassagens e ritmo intenso. Não foi apenas uma primeira vitória, mas também um atestado de que está disposto a lutar por mais triunfos e até pelo título em 2025.
Ducati sai de Jerez preocupada e como grande derrotada
A etapa em Jerez foi péssima para a Ducati, apesar de Marc Márquez ter vencido a sprint. Na classificação, a dupla da fábrica de Borgo Panigale foi atropelada por um surpreendente Fabio Quartararo, da Yamaha. Na corrida principal, o francês segurou Francesco Bagnaia do início ao fim enquanto Márquez ia ao solo e precisava se recuperar até terminar em 12º.
No fim da corrida, a garagem vermelha exibia rostos preocupados e pilotos questionando o comportamento da dominante Desmosedici GP25. Foi apenas uma corrida ruim, mas já ligou um sinal de alerta na Ducati. Mesmo assim, graças ao triunfo de Álex, a montadora italiana chegou a 22 vitórias seguidas na MotoGP e igualou feito da Honda.

Quartararo resgata alma de campeão e recoloca Yamaha no pódio
A dupla Fabio Quartararo e Yamaha finalmente voltou a entregar bons resultados. Depois do título mundial em 2021 e do vice no ano seguinte, a parceria azedou em muitos momentos, especialmente com a perda de rendimento da moto M1. No GP da Espanha, porém, as coisas parecem ter se alinhado a favor deles.
Quartararo andou bem em todos os treinos, fez a pole e foi ao pódio na corrida principal, que o fez ignorar o erro logo no começo da sprint. Mais do que isso, provou que é capaz de lutar contra equipamentos mais fortes, como a Ducati. Brilhou e mostrou que é, sim, um dos grandes nomes do grid da MotoGP.
KTM fica dependente de Viñales mais uma vez. O que acontece?
O GP da Espanha voltou a mostrar que a dupla de fábrica da KTM não está entrosada com a RC16. Por outro lado, Maverick Viñales repetiu o bom desempenho do Catar e sem punições dessa vez. O veterano terminou na quarta colocação em Jerez enquanto Pedro Acosta, por exemplo, saiu espumando contra o equipamento. Algo não está cheirando bem no falido reino de Mattighofen.

Jerez mostra sinais de desgaste com o tempo e entrega pouco
Jerez é um circuito com curvas variadas, muito técnico, mas com apenas duas retas — que não figuram entre as maiores do calendário, com certeza. Por isso, a classificação é tão importante no circuito espanhol, sempre foi assim. Mas o último fim de semana mostrou que todas as categorias podem sofrer por lá, com poucas emoções nas três classes, apesar das boas histórias reveladas.
Por fim, a segurança voltou a ser um temor na pista que renovou contrato com a MotoGP até 2031. Muitos acidentes desde o primeiro treino, algumas bandeiras vermelhas — que estavam adormecidas em 2025 — e até pilotos lesionados. Isso sem contar os preocupantes casos de competidores dentro das proteções de ar. Se vai continuar no calendário, Jerez precisa melhorar nesse sentido.
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