Norris explica que pilotagem “fora do natural” com McLaren tem custado “de 0s02 a 0s04”

Lando Norris explicou que não há uma área específica no carro da McLaren que o incomoda, mas a forma de pilotá-lo num todo, pois fica muito mais suscetível a erros por ter de ir ao limite sem se sentir confortável ao volante

Lando Norris deu mais detalhes sobre a dificuldade que tem enfrentado com o carro da McLaren na temporada 2025 da Fórmula 1, ainda que não tenha apontado uma causa específica para o desconforto ao volante. A questão, segundo o vice-líder do campeonato, é que a necessidade de ser cada vez mais preciso para bater Oscar Piastri, Max Verstappen e companhia tem custado centésimos importantes por justamente não conseguir pilotar o MCL39 “de forma mais natural”.

A reclamação se intensificou na Arábia Saudita, quando Norris bateu no Q3 e alinhou apenas em décimo para a corrida. Verstappen pegou a pole por apenas 0s010 de diferença para Piastri, que foi o vencedor da corrida e assumiu a liderança do Mundial.

Norris ficou fora do pódio e admitiu que não tem se sentido confortável com o carro da McLaren. Ao portal The Race, explicou que não se trata de uma limitação em determinada área, mas num todo.

“Foram pequenas coisas, e, sinceramente, é muito difícil colocar em termos leigos: tenho dificuldades nisso ou aquilo. É somente a sensação implícita que tive com o carro, as coisas simplesmente não estão fluindo tão naturalmente”, disse o britânico.

Lando Norris bateu no Q3 da Arábia Saudita: carro tem exigido pilotagem diferente (Foto: Fórmula 1)

“E quando se tem de pilotar de forma menos natural — mesmo se estiver se esforçando para se adaptar a diferentes cenários e a uma maneira distinta de pilotar —, se pensar de maneira um pouco contrária, isso pode custar 0s02, 0s03, 0s04. E comprometer as coisas em centésimos pode ser a lacuna entre estar na pole ou ser terceiro”, acrescentou.

“Não consigo tirar o máximo do carro como gostaria. É complicado, há muita coisa acontecendo nos bastidores que as pessoas simplesmente não têm ideia e não conseguem ver”, completou Norris, esclarecendo que o grande desafio tem sido justamente achar esse ritmo extra em volta de classificação. Por isso os erros são mais aparentes aos sábados.

“Quando se enfrenta Max, Oscar, George [Russell], Charles [Leclerc], todos estão buscando algo semelhante. E você não pode se dar ao luxo de deixar 0s01, 0s02 ou 0s03 na mesa. Precisa ir ao limite, e para fazer isso, tem de sentir cada passo desse caminho: sentir que está no limite da frenagem, na fase de entrada da curva, na de saída”, continuou.

“Se tiver um pequeno desconforto e as coisas não reagirem como acha que deveriam ser, não vai conseguir prever saídas de frente ou de traseira, terá de pensar. E se tiver de pensar conscientemente, vai perder centésimos ou milésimos de segundo. Quanto mais difícil fica, mais precisão necessita ter”, enfatizou. “E mais domínio do carro precisa ter”, emendou.

Norris seguiu dizendo que não teve esse problema no fim da temporada passada, portanto não tem como não pagar o preço, “seja com alguns erros graves, algumas travadas ou coisas do tipo”.

“Não consigo ser tão preciso quanto necessário, e isso está me custando caro”, resumiu.

Fórmula 1 volta de 2 a 4 de maio em Miami, primeira corrida da temporada 2025 nos Estados Unidos.

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