Chefe da Sauber revela “camaradagem” entre Senna e Schumacher: “Convivência próxima”

Jonathan Wheatley, hoje chefe da Sauber, disse que relação entre Ayrton Senna e Michael Schumacher era mais leve nos bastidores do que parecia na pista

A rivalidade entre Ayrton Senna e Michael Schumacher ganhou fama nos anos 90, mas Jonathan Wheatley, atual chefe da Sauber e ex-mecânico da Benetton, lembra de bastidores bem diferentes daquele pintado nas arquibancadas: respeito mútuo e relação leve.

Wheatley trabalhava com o alemão na Benetton e contou que os momentos de disputa se mesclavam a uma convivência amistosa. Trocavam provocações bem-humoradas no pit-lane antes da tragédia de Ímola, em 1994.

“Michael fazia a pole, e quando Ayrton saía dos boxes, eu mostrava o tempo na placa”, contou no podcast Beyond the Grid. “Abria a viseira, balançava a cabeça e voltava para a pista. Depois, fazia um tempo melhor e me olhava do pit-wall como se dissesse: ‘Cadê meu tempo ali agora?’”, relembrou.

“Existia uma camaradagem que talvez as pessoas não percebessem. Não há só a competição feroz. Há também essa convivência próxima nos bastidores”, completou.

Ayrton Senna e Michael Schumacher pouco antes do acidente (Foto: Reprodução)

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O ambiente leve e respeitoso entre os pilotos contrasta com a dureza do fim de semana que marcaria para sempre a história da Fórmula 1. O GP de San Marino de 1994 é lembrado como um dos mais trágicos da categoria. Rubens Barrichello sofreu forte acidente na sexta-feira, seguido pela morte de Roland Ratzenberger no sábado. Senna faleceu no domingo, em acidente na curva Tamburello.

“Foi o pior fim de semana que consigo lembrar. Lembro das emoções como se fosse ontem. Mick Cowlishaw, chefe de mecânicos da Benetton, colocou a mão no meu braço e disse que Ayrton havia morrido. Sabia da relação que tinha e o quanto isso me afetava”, revelou.

“Rubens colocando as mãos na frente do rosto no momento do impacto, a imagem ficou marcada. Vi o acidente do Roland na TV e logo percebi que era algo muito sério. Na corrida, JJ Lehto ficou parado no grid, houve colisão violenta. Depois, [Michele] Alboreto perdeu uma roda no pit-lane e atingiu nosso mecânico, cortando a perna, antes de atingir alguém na Lotus”, relatou.

O clima após a corrida era de completo vazio. “Estávamos no lounge do aeroporto, ninguém queria embarcar. Pessoal da Williams havia acabado de receber a confirmação sobre Ayrton. Ficava aquela sensação: ‘Qual será a próxima coisa horrível que vai acontecer?’”, concluiu.

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