Zarco deixa novo motor Honda de lado no teste em Jerez e justifica: “Não preciso agora”
Diferente de Luca Marini e Joan Mir, que testaram e gostaram do novo motor, Johann Zarco sequer se ocupou de testar em Jerez de la Frontera. Francês disse que a prioridade é extrair o máximo do pacote atual
Johann Zarco não tem pressa de receber o novo motor desenvolvido pela Honda para a MotoGP. Ainda que a peça tenha sido aprovada por Luca Marini e Joan Mir no teste de Jerez de la Frontera, o francês da LCR sequer testou e acredita que não precisa da nova unidade no momento.
No fim de semana do GP da Espanha, Aleix Espargaró, piloto de testes da HRC, correu como wild-card já usando o novo motor. Depois, no teste de segunda-feira, o item foi avaliado pelos titulares, com Mir defendendo que o propulsor representa uma melhora em todas as áreas.
Zarco, porém, não quis testar, pois, depois do que classificou como um “fim de semana duro”, achou que era melhor focar no acerto da RC213V para tentar recuperar a confiança.
“Foi um fim de semana duro para mim”, disse Zarco. “Então hoje brincamos um pouco com o acerto, só para recuperar a confiança. Estava faltando muito, mas só com pequenas [mudanças] posso sentir-me muito melhor e, já na segunda saída, começamos a nos sentir bem”, explicou.
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Zarco avaliou que, no momento, não tem necessidade de um novo motor, já que ainda pode extrair mais do pacote atual da RCV.
“E aí testamos mais do lado eletrônico. Eu não testei o motor. Mas não preciso agora, pois o que estamos fazendo é o suficiente com o nosso pacote e ainda sentimos que podemos melhorar tendo um feeling melhor com o freio motor e entendendo melhor a área entre o ponto de freada e o apex”, justificou.
Ainda que Mir e Marini tenham apontado ganhos com o novo propulsor, a Honda ainda não confirmou que vai homologar a peça para o GP da França da próxima semana. Johann sugeriu que a gigante japonesa ainda não tem unidades o bastante para todos os pilotos da marca.
“Sei que, quando tiver [o motor], tudo vai funcionar o do mesmo jeito ou até melhor. Mas, se não dão para todos os pilotos, é porque não têm motores novos o suficiente”, ponderou. “Não preciso saber quando [vou receber] e não quero saber quando, pois quero focar no feeling que está crescendo com a moto. Pois isso me dará mais forte nas próximas corridas”, insistiu.
Por fim, Johann apontou para mudanças no estilo de pilotagem, já que a mudança de acerto feita no teste era algo que ele não costumava gostar.
“Normalmente não gosto do que fizemos hoje. Não gostava no ano passado. Então parece que a minha pilotagem está mudando um pouco e foi por causa disso que a mudança que fizemos neste fim de semana não era nossa prioridade no fim de semana de corrida”, explicou. “Este tipo de informação é útil para o future, pois é como brincamos com a moto a depender da situação”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre 9 e 11 de maio, com o GP da França, em Le Mans, para a 6ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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