Hamilton pede colaboração “mais próxima” entre GPDA e FIA: “Queremos ser ouvidos”
Lewis Hamilton foi mais um a se manifestar sobre a intenção de Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, de alterar a regra que trata do uso de palavrões. Heptacampeão ainda cobrou "um assento de poder na mesa" para a Associação de Pilotos de Grand Prix (GPDA)
Assim como George Russell fez na coletiva de imprensa do GP de Miami, realizada nesta quinta-feira (1), Lewis Hamilton também se manifestou sobre as declarações recentes do presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Na opinião do heptacampeão, a Associação de Pilotos de Grand Prix (GPDA) deveria “trabalhar mais de perto” com a entidade responsável por gerir o esporte a motor.
Após ser duramente criticado pelos pilotos da Fórmula 1 e do Mundial de Rali (WRC) por causa das punições recebidas devido ao uso de palavrões durante as entrevistas, Mohammed Ben Sulayem decidiu utilizar as redes sociais, na última terça-feira, para afirmar que, depois de receber alguns feedbacks, está considerando a possibilidade de tornar a medida mais branda.
“Após o feedback construtivo dos pilotos nos sete campeonatos mundiais da FIA, estou considerando fazer melhorias no Apêndice B. Como ex-piloto de rali, entendo melhor do que a maioria as exigências que eles enfrentam. O Apêndice B é uma parte fundamental do Código Esportivo Internacional e é essencial para ajudar a manter o esporte acessível a toda a nossa família esportiva”, declarou o dirigente.
Diretor da GPDA, Russell cobrou “ações concretas” por parte da FIA, e não apenas palavras que, na opinião dele, “não significam nada”. Hamilton, por sua vez, destacou a união que existe entre os participantes da associação e deixou claro que é preciso criar uma relação mais próxima com o órgão presidido por Ben Sulayem. Caso contrário, nunca terão qualquer poder na tomada de decisões.

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“No fim das contas, a GPDA está muito unida. Estamos trabalhando para… No fim, queremos poder trabalhar mais de perto com a FIA. Todos nós queremos continuar colaborando para melhorar o esporte. E, claro, enfrentamos um certo desafio ao longo do tempo com essa comunicação”, começou o #44 da Ferrari.
“No fim das contas, não temos um assento de poder na mesa. E, na minha opinião, isso precisa mudar. Se olharmos para outros esportes que têm sindicatos, isso pode ser algo a ser considerado em algum momento. Mas, como eu disse, não queremos controlar as coisas. Só queremos colaborar mais com eles e ter nossas vozes ouvidas”, explicou.
“No fim, quando decisões são tomadas por pessoas que nunca estiveram nessa posição, é importante ter um ponto de vista vindo da perspectiva dos pilotos — e é só isso que tentamos oferecer”, concluiu Hamilton.
A Fórmula 1 realiza o GP de Miami, primeiro do ano nos Estados Unidos, entre os dias 2 e 4 de maio. É a sexta etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificações, corrida sprint e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. Às 13h30 (de Brasília, GMT-3) de sexta-feira (2), os pilotos realizam o único treino livre. Depois, às 17h30h, retornam para a classificação sprint. No sábado (3), a corrida sprint larga às 13h, ao passo que a classificação oficial será às 17h. Por fim, no domingo (4), os pilotos disputam o GP de Miami às 17h. O Briefing chega para comentar na GPTV após o fim de cada dia de atividades.
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