Bearman cita peso de colete de resfriamento e sugere à FIA mudança de regra na F1
Oliver Bearman apontou que, por causa do peso, não são todos os pilotos que têm a possibilidade de usar os coletes de resfriamento na Fórmula 1. Piloto da Haas pediu mudança na regra enquanto buscam maneira de colocar quilos no sistema
Oliver Bearman pediu por mudanças no regulamento da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para que os pilotos possam usar os sistemas de resfriamento mais livremente. O titular da Haas apontou para o peso do colete e pontuou que nem todos os carros tem margem para isso.
Na esteira das fortes temperaturas registradas no GP do Catar de 2023, a FIA trabalhou para introduzir coletes de resfriamento como os que são utilizados em carros de turismo. O uso da peça é de livre escolha, mas, pelo regulamento esportivo atual, se a previsão do tempo na quinta-feira indicar temperatura acima dos 31°C durante a corrida — sprint ou GP — o limite de peso sobe em 5 kg, o que evita uma eventual punição por causa do limite pré-estabelecido. Mesmo assim, o competidor pode declinar do uso, mas aí terá um lastro de 500g no cockpit.
A polêmica, porém, reside nos casos em que o limite de 31°C não foi atingido. Nesses casos, os pilotos podem escolher utilizar a peça, mas isso só é viável para aquelas equipes que conseguiram carros bastante abaixo do limite de 800 kg. Até aqui, o protocolo de calor não foi acionado em nenhum momento, nem mesmo em Jedá, uma vez que a decisão foi tomada na quinta-feira, tomando por base uma meteorologia que indicava temperaturas mais baixas do que aquelas que foram efetivamente registradas.
“Todo o sistema de resfriamento é pesado”, apontou Bearman. “Estamos tentando extrair o máximo de performance do carro. Não estamos tentando deixar o carro mais leve para usar o colete de resfriamento”, seguiu o piloto da Haas, que usou o traje nos treinos, mas tirou na corrida para reduzir o peso.

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“Infelizmente, teremos de sofrer um pouco até que eles, espero, mudem algo que nos permita rodar um pouco mais livremente, pois, no momento, algumas equipes claramente têm margem para poder usar”, avaliou. “O fato de algumas equipes conseguirem usar e outras não, é, para mim, sinal de que as coisas precisam mudar. Se eles nunca vão declarar que está quente o bastante, então só metade das equipes terão o benefício”, frisou.
Uma das alternativas seria baixar o teto para o acionamento do chamado ‘Protocolo Heat Hazard’, uma ideia que tem não só o apoio do chefe da Haas, mas também de George Russell, que está entre os pilotos que conseguem utilizar o sistema.
“Talvez o risco de calor deva ser reduzido um pouco, pois nós ainda não o ultrapassamos”, comentou Russell. “Estava calor na Arábia Saudita, estava quente no Bahrein, aqui. Talvez pudesse ser ajustado em alguns graus”, sugeriu o titular da Mercedes.
De acordo com a publicação britânica Autosport, contudo, a FIA não pretende baixar essa marca de temperatura, mas considera fazer a avaliação climática no dia da corrida. Na forma como está hoje, a informação sai na quinta-feira, usando uma previsão de quatro dias que é menos precisa. A publicação aponta, porém, que a regra foi definida desta forma por pressão das equipes, que queriam evitar mudanças de última hora no cockpit.
“Sinto-me sortudo por ter tido a chance de correr com o traje de resfriamento. Ainda não está perfeito, mas, com certeza, é uma melhora”, avaliou Russell.
Bearman também fez uma avaliou positiva da última atualização do sistema, mesmo que nem todos os pilotos tenham aprovado.
“Testei em Jedá. Pareceu muito, muito bom. Então estou muito feliz com o que eles conseguiram desenvolver. Foi um sucesso, é bem útil”, encerrou.
A Fórmula 1 realiza o GP de Miami, primeiro do ano nos Estados Unidos, entre os dias 2 e 4 de maio. É a sexta etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificações, corrida sprint e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. Logo mais, às 17h30h (de Brasília, GMT-3), os pilotos retornam para a classificação sprint. No sábado (3), a corrida sprint larga às 13h, ao passo que a classificação oficial será às 17h. Por fim, no domingo (4), os pilotos disputam o GP de Miami às 17h. O Briefing chega para comentar na GPTV após o fim de cada dia de atividades.
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