Palou sobressai em início de temporada cada vez mais preocupante da Indy
Álex Palou é um oásis na Indy que semanalmente passa a impressão de ser imbatível. Porém, categoria sofre com mais uma corrida abaixo e precisa se movimentar para melhorar
Álex Palou foi assustador mais uma vez. Dominou o GP do Alabama de cabo a rabo e chegou a incríveis 3 vitórias em 4 corridas disputadas em 2025. Não há vergonha em afirmar: tudo o que vem a acontecer na Indy daqui para frente será protocolar. Só uma catástrofe impede o espanhol de conquistar um incrível tetracampeonato e alcançar o terceiro título em sequência, algo que foi alcançado pela última vez apenas com Dario Franchitti.
E Palou não é culpado pelo início ruim de temporada da Indy no geral. A entrada dos motores híbridos foi um marco tecnológico para uma categoria que é tão defasada em sua estrutura que até a japonesa Super Fórmula tem carros mais atualizados. Porém, é um fato: o sistema matou a qualidade das corridas até aqui. A adição de peso dá um tom dos piores momentos da Fórmula 1 em 2023.
Importante citar que o fato da Indy demorar uma eternidade para lançar um novo carro não colabora. Não ajuda a categoria colocar uma tecnologia nova e adicionar 100 kg em um modelo que precisa “emagrecer”. As atualizações precisam ser em absolutamente todos os cantos.
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Não há necessidade de mentir que a corrida de hoje foi ruim. Ninguém liga para o fato de Scott Dixon sair da 26ª colocação e ser 12º. Isso pouco importa para o resultado final e para o campeonato. Todos os grandes pilotos da “briga” pela vitória praticamente não se encontraram, com a exceção de Christian Lundgaard, que conseguiu uma bela ultrapassagem sobre Scott McLaughlin.
Fora isso, foram quase 90 voltas de quase nada de forma relevante acontecendo. A Indy era conhecida por ser uma categoria que tinha um grande produto de pista e que era defasada em quase todos os outros aspectos. Agora, engatinha em termos tecnológicos, logísticos e de marketing, mas perdeu a essência daquilo que era apaixonante e atraiu tanta gente nos últimos tempos.
Maio, que é o mês da ansiedade por todas as grandes histórias que são contadas em seus últimos domingos, desembarca de forma preocupante. Como será a Indy 500 na era dos híbridos? Será um fiasco tão grande quanto a primeira com o kit aerodinâmico novo? O cenário é completamente de cautela e precaução com o principal produto, aquele que justamente terá boa parte do mundo assistindo, até o atual líder da Fórmula 1.
Palou não tem culpa de nada disso. É um excelente piloto e que está claramente em um patamar acima do resto. Talvez seja até o momento de discutir o quanto talvez Álex já não pertence mais a Indy e deveria estar na Fórmula 1 de alguma maneira. Porém, vai ser o alvo e o pôster de uma fase preocupante do produto pista do campeonato.
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