Passeio em Miami escancara domínio da McLaren e ratifica favoritismo de Piastri na F1
Os mais de 35s para George Russell, terceiro colocado, e o baile em cima de Max Verstappen deixaram ainda mais evidente o tamanho da vantagem da McLaren no começo da temporada. E, a menos que o cenário mude radicalmente durante a sempre decisiva perna europeia, o favoritismo de Oscar Piastri é claro na F1 2025
O GP de Miami foi palco de um dos maiores atropelos dos últimos tempos na F1. Se existia ainda alguma dúvida de que a McLaren fosse capaz de, pelo menos de vez em quando, replicar performances dos maiores domínios recentes, a corrida na Flórida provou que isso é muito possível: foram inacreditáveis 37s6 que separaram o vencedor Oscar Piastri de George Russell, melhor do resto e terceiro colocado.
E o que deixa isso tudo ainda mais impactante é a impressão de que talvez a vantagem pudesse ter sido ainda maior. É que Oscar claramente administrou a vantagem por praticamente as 15 voltas finais, além de que Russell ainda deu sorte com um safety-car virtual que fez a estratégia da Mercedes com pneus médios no fim funcionar. E 37s mesmo com tudo isso.
O massacre não se refletiu apenas no tempo final de corrida, ainda que isso seja o mais importante. A construção da prova também foi um negócio assustador. Por mais que a sprint tenha ocultado um pouco isso com a chuva e as condições traiçoeiras, o domingo trouxe pista seca na hora da corrida principal e a chave para o domínio completo.
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Foi surreal ver como Max Verstappen estava tentando uma das maiores atuações defensivas da carreira, freando “para lá do Deus me livre”, como diria Galvão Bueno, mas mesmo assim não foi suficiente para fazer cócegas. Primeiro, tomou um belo drible de Piastri, depois sendo facilmente batido por Lando Norris, quando já estava sem pneus pela batalha anterior.
Dali para frente foi um recital. Enquanto a corrida seguia interessante no resto do pelotão, com brigas fortes e um equilíbrio entre os times que chegou a envolver até uma surpreendente Williams, a McLaren marchava facilmente para o triunfo. Importante aqui: Norris chegou a perder quatro posições na largada depois da fechada que tomou de Verstappen e, mesmo assim, ainda no começo da prova, já estava em segundo.
Ao mesmo tempo, tal domínio também levanta reflexão sobre as outras corridas do começo do campeonato. Por exemplo, a vitória de Verstappen no Japão vai virando algo heroico, bem como todas as perdas de poles que os papaias já tiveram. No fim, é meio que isso: uma performance mais sólida especialmente de Norris nas classificações já poderia ter transformado isso aqui em uma lavada. E é bem isso também que faz Piastri surgir como um candidato muito mais confiável.
Miami também viu uma série de reações quase que desoladas de atores importantes da F1. Pelos lados da Mercedes, por exemplo, um fim de semana de pole na sprint e de pódio não foi visto tão bem porque a surra da McLaren foi grande. Na Red Bull, só se fala em como os papaias dispararam. Só a Ferrari que mergulhou em uma realidade paralela em que o maior problema é ela própria.

A F1 viaja agora para a Europa, naquele que tende a ser o último suspiro para quem ainda sonha em competir por alguma coisa em 2025. Os pacotes mais parrudos de atualizações, o clima e as pistas mais padronizados e, claro, a tal diretiva das asas que entra em vigor na Espanha: estão todas as fichas jogadas nisso.
Fato é que o primeiro quarto de temporada já passou e a F1 2025, até aqui, é de um time só. Pouco importa quem é a segunda força ou coisa do tipo: a McLaren passeia e, até segunda ordem, vai levar de braçada. Nesse cenário todo e com tanta instabilidade de um piloto e regularidade de outro, vai ser ruim de tirar essa taça de Piastri.
A Fórmula 1 retorna na semana que vem, de 16 a 18 de maio, para o GP da Emília-Romanha, o primeiro da temporada 2025 na Europa.
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