“Cavallino Mancante”: Imprensa italiana achincalha atuação da Ferrari no GP de Miami
Não faltaram notas baixas e críticas à atuação da Ferrari no GP de Miami. Lewis Hamilton e Charles Leclerc foram mais poupados por "fazerem o que dá" com a SF-25 "enlatada"
Nem mesmo o acerto na estratégia que levou Lewis Hamilton ao pódio na corrida sprint do GP de Miami amansou as críticas da imprensa italiana sobre a Ferrari. Depois de uma performance equiparada à da Williams, não faltaram notas baixas e até trocadilhos nada elogiosos com o famoso símbolo da escuderia de Maranello.
Sim, o Cavallino Rampante (cavalinho empinado, em tradução livre) virou ‘Cavallino Mancante’ na capa da revista italiana Autosprint, uma das mais conceituadas do meio. Manco foi a palavra também usada pelo jornal Corriere della Sera, que deu nota 0 para a atuação da equipe, embora tenha poupado um pouco Hamilton e Charles Leclerc, dando 5 para cada.
“Cavalo rampante? De jeito nenhum. Cavalinho manco, se muito. Ninguém ainda entendeu o mal profundo do carro, que, portanto, permanece obscuro”, começou a publicação na análise, destacando na sequência os “45s perdidos em 41 voltas, com duas intervenções do safety-car virtual”.
O bate-cabeça no gerenciamento da troca de posição entre Leclerc e Hamilton também não passou despercebido, pelo contrário. “Sétimo e oitavo lugares são muito embaraçosos, a humilhação de mais uma vez ser a quinta força”, seguiu, resumindo que a SF-25 “é um carro ‘enlatado'”.

A análise do Corriere segue sobre os pilotos, que, na visão do jornal, “fazem o que podem com o que têm”, mas é pouco. “Lewis parece prestes a mandar todo mundo para o inferno, enquanto Leclerc tem a expressão de alguém cujo gato acabou de morrer”, disparou.
O Sky Sports Itália foi um pouquinho mais benevolente e deu nota 6 para os pilotos. Ao falar sobre Hamilton, destacou que, embora tenha terminado nos pontos, “o resto é uma frustração que ele nem esconde mais”. Já Leclerc teve uma “conversa constrangedora” com o pit-lane no momento do troca-troca deposições. “É o que o convento de Maranello passa”, encerrou.
Apesar das críticas, poucos se manifestaram sobre a gestão de Frédéric Vasseur na Ferrari, principalmente depois das declarações um tanto controversas sobre o “acerto” nas ordens de equipe e o ritmo “semelhante ao de Mercedes“, sendo que a diferença entre George Russell, o terceiro, e Leclerc foi de 20s. O La Gazzetta dello Sport, contudo, alertou para o casamento aparentemente “em crise” entre Hamilton e a equipe, depois de ter sido flagrado em conversa nada festiva com Vasseur.
A Fórmula 1 retorna na semana que vem, de 16 a 18 de maio, para o GP da Emília-Romanha, o primeiro da temporada 2025 na Europa.
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