5 coisas que podem jogar contra ou a favor de Colapinto no retorno à F1 com Alpine

Franco Colapinto recebeu a tão aguardada segunda chance de estar no grid da Fórmula 1, desta vez com a Alpine. Mas o argentino terá de superar alguns desafios se quiser provar que merece virar dono da posição de maneira definitiva

Com o rebaixamento de Jack Doohan ao posto de reserva na Alpine, definido nesta quarta-feira (7), Franco Colapinto recebeu uma nova oportunidade e agora se prepara para encarar a segunda passagem pela Fórmula 1. O GP da Emília-Romanha, programado para acontecer entre os dias 16 e 18 de maio, será a décima corrida do argentino na categoria, após as nove que disputou com a Williams, quando foi escolhido para substituir Logan Sargeant na última parte da temporada 2024.

Ainda que tenha surpreendido o paddock com ótimas performances no ano passado, o piloto de 21 anos não teve a oportunidade de permanecer no time de Grove, que já havia fechado acordo com Carlos Sainz. De qualquer forma, Flavio Briatore sempre esteve atento ao jovem e decidiu contratá-lo em janeiro deste ano para a função de reserva — embora tenha ficado claro desde o início que seria questão de tempo para assumir o lugar ao lado de Pierre Gasly.

E o desempenho ruim de Doohan nas seis primeiras etapas do campeonato só adiantou esse processo. Pressionado desde o início, o australiano cometeu alguns erros — como na Austrália e no TL2 do GP do Japão, por exemplo — e não foi capaz de somar sequer 1 ponto na classificação do Mundial de Pilotos. Colapinto, agora, recebeu o prazo de cinco corridas para mostrar todo o potencial que possui.

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Franco Colapinto vai assumir a Alpine em Ímola(Foto: Alpine)

Com o retorno confirmado, o GRANDE PRÊMIO separou cinco coisas que podem jogar a favor ou contra o piloto nas etapas em Ímola, Mônaco, Espanha, Canadá e Áustria.

Consequência esportiva e na gerência da Alpine

Interessante imaginar que a saída de Doohan e o anúncio da promoção de Franco aconteceram somente algumas horas após Oliver Oakes, então chefe de equipe da Alpine, pedir renúncia do cargo. O dirigente era quem mais costumava defender o australiano, enquanto Briatore sempre foi muito claro sobre as intenções de realizar a mudança. Embora a relação entre as duas partes sempre tenha se mostrado amistosa, com Oakes repetindo algumas vezes que o italiano era “como um pai”, a nova dança das cadeiras na F1 mostrou quem realmente tem a última palavra dentro do time de Enstone.

Cinco corridas para ser avaliado de perto

De acordo com o comunicado divulgado pela Alpine, “após revisar as primeiras corridas da temporada, tomamos a decisão de colocar Franco no carro ao lado de Pierre nas próximas cinco corridas”. Para justificar tal prazo, Briatore afirmou que “será importante para a equipe ter uma completa e justa análise dos pilotos nesta temporada”. Desta forma, ainda que o argentino tenha um bom desempenho, pode ser que o conselheiro-executivo busque uma terceira opção na academia de pilotos, como o estoniano Paul Aron ou o indiano Kush Maini, por exemplo. É impossível prever o próximo passo de Flavio.

Flavio Briatore sempre foi um admirador de Franco Colapinto na F1 (Foto: AFP)

Um presente complicado

É bom estar de volta ao grid da F1, claro, mas Colapinto precisa ter em mente que o desafio com a Alpine será mais complicado do que aquele com a Williams. Enquanto o carro da equipe inglesa ainda apresentava um certo grau de competitividade em determinados momentos — principalmente nas primeiras corridas em que assumiu o bólido, em 2024 —, a equipe de Enstone tem demonstrado um desempenho inferior ao que foi prometido durante os testes de pré-temporada. De olho nas etapas que terá pela frente, o GP de Mônaco, talvez, seja a grande chance de surpreender, tendo como base as características da A525 até aqui.

Adaptação: a chave para o sucesso

Não dá para negar que Colapinto soube se adaptar muito rapidamente ao carro da Williams no ano passado. Vale lembrar que o argentino completou pouca quilometragem em testes privados, mas mesmo assim conseguiu terminar na zona de pontos com o FW46 tanto no Azerbaijão quanto nos Estados Unidos, no circuito de Austin. Agora, ainda que tenha participado de alguns TPCs (testes com carros antigos, na tradução do inglês) com a Alpine, a maior parte da experiência vem das atividades nos simuladores. Com um prazo pré-estabelecido pela gerência, Franco precisa mais uma vez se adaptar rapidamente.

Os circuitos são um ponto a favor

A chegada da F1 à Europa acontece em um momento mais do que oportuno para Colapinto, que conhece muito bem quatro dos cinco próximos destinos. A única vitória na Fórmula 2 foi conquistada em Ímola, palco da próxima etapa, mas também subiu ao pódio na Espanha e na Áustria — além de ter ficado muito perto do top-3 em Mônaco. A única ressalva é a falta de experiência no Canadá, ainda que todos os novatos da temporada 2025 devam apresentar as mesmas dificuldades em Montreal.

Fórmula 1 retorna na semana que vem, de 16 a 18 de maio, para o GP da Emília-Romanha, o primeiro da temporada 2025 na Europa.

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