Claire Williams revela que atrasou ida de Russell para Mercedes: “Precisava mais dele”
A ex-vice-diretora da Williams disse que "fica angustiada" até hoje ao lembrar que impediu George Russell de assumir uma das vagas na Mercedes logo nos primeiros anos na Fórmula 1
Vice-diretora da equipe que carrega seu sobrenome entre 2013 e 2020, Claire Williams revelou que foi a responsável por George Russell não ter assumido uma das vagas na equipe de Toto Wolff antes. Apesar de dizer que “fica angustiada” até hoje só de pensar sobre o assunto, a ex-dirigente justificou a decisão ao afirmar que o time britânico “precisava mais do piloto do que a Mercedes“.
Em 2018, ao vencer sete corridas e chegar ao pódio em mais quatro oportunidades, o jovem de então 20 anos superou nomes como Lando Norris e Alexander Albon e conquistou o título da Fórmula 2 com um número recorde de 287 pontos. No ano seguinte, o #63 foi promovido à Fórmula 1, mas teve de passar por um período de adaptação na Williams antes de se aventurar em uma escuderia de ponta — algo que só aconteceu em 2022, quando se tornou companheiro de Lewis Hamilton nas Flechas de Prata.
A chegada de Russell à esquadra alemã, no entanto, deveria ter acontecido antes, mas acabou sendo impedida por Claire, que fez de tudo para segurá-lo o máximo de tempo possível. Desta forma, o britânico só substituiu Valtteri Bottas três anos depois da estreia no Mundial, exatamente quando o atual regulamento da categoria entrou em vigor.
“George queria ir para a Mercedes nos últimos anos, e não podia deixá-lo ir — e eu odiava isso. Fico angustiada só de pensar nisso”, disse a filha de Frank Williams em entrevista ao podcast Beyond The Grid. “Precisava mais dele do que a Mercedes, e ele tinha contrato”, continuou.

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“Se o tivesse deixado ir, que mensagem isso teria passado? O que isso teria feito com minha equipe se tivesse deixado George sair? Ele era uma das melhores coisas que tínhamos na Williams. Quando você negocia com uma equipe como a Mercedes e eles não oferecem o que deveriam pelo seu piloto estrela, por que o deixaria ir?”, questionou, embora reconheça que a mudança era desejo do próprio Russell.
“George estava claramente chateado, e foi realmente difícil”, concluiu.
A Fórmula 1 retorna de 16 a 18 de maio para o GP da Emília-Romanha, em Ímola, o primeiro da temporada 2025 na Europa.
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