Renascimento da RLL ofusca Palou e apimenta clima do GP de Indianápolis
Depois de penar nas primeiras corridas do ano, RLL emplacou três carros no Fast 6 e virou a grande história da classificação do GP de Indianápolis. Álex Palou, como sempre, é favorito
Não existem dúvidas: Álex Palou é o grande favorito para vencer o GP de Indianápolis. O espanhol dominou todos os segmentos da classificação e assustou os rivais com a pole-position 0s4 mais rápida que a do segundo colocado. Não é apenas um tipo de domínio que não existe na Indy, mas que em um traçado curto como o misto do Speedway, é capaz de apavorar a concorrência.
Porém, a grande história do dia certamente é o renascimento da RLL. Em uma temporada modesta e sem brilhos, o time emplacou três pilotos no Fast 6, sendo que dois deles ocupam as últimas colocações no campeonato de pilotos. Graham Rahal voltou a ter lampejos do que era 10 anos atrás, enquanto Louis Foster e Devlin DeFrancesco tiveram muito o que comemorar.
Rahal foi um dos pilotos mais subestimados da Indy por muito tempo. As vitórias e até briga pelo título com a RLL foram feitos excelentes para a carreira do americano, que infelizmente caiu em comparação com os últimos anos e o rejuvenescimento da categoria. Um fato curioso é a boa relação de Graham com o misto de Indianápolis. Foi segundo colocado em 2023, por exemplo. Seu pódio mais recente na categoria.
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Louis Foster, por sua vez, tem a oportunidade de provar o talento na categoria. O britânico acumulou títulos na Pro 2000 e na Indy NXT, mas o sentimento de que a superioridade de carro da Andretti fazia a diferença colocou interrogações sobre seu potencial. Nesta sexta-feira, foi muito bem em todas os segmentos e larga em terceiro. É possível que o ritmo não seja o melhor, mas há a chance de bons pontos.
Devlin DeFrancesco, por sua vez, tem uma relação curiosa com o misto de Indianápolis. O americano já provou diversas vezes que não tem nível algum para estar na categoria e só é segurado pela questão financeira. Porém, seu único brilho na Indy foi justamente na última vez onde correu no Brickyard, largando do quinto lugar e assumindo a liderança na primeira volta. Terminou em 19º. Porém, parece um lugar que o inspira a parecer um piloto de verdade.
Para um time tão tradicional e que vive dias complicados por conta da saída de seu melhor piloto [Christian Lundgaard] e de patrocínios vitais para tentar competir, a RLL pode se abraçar na pequena conquista desta sexta-feira. Resta saber como o ritmo de corrida vai surgir para segurar os rivais da Penske que estão atrás. E, é claro, será que vem amarela aí?
Mesmo que a Indy 2025 ainda não empolgue, o misto de Indianápolis sempre é um barato, especialmente agora em que só aparece uma vez no calendário. Mesmo com o histórico positivo que desequilibra demais para o lado de Palou, surpresas podem acontecer, assim como nesta sexta-feira.
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