Bagnaia vê corrida “para esquecer” na França e esbraveja com Ducati: “Não dá respostas”

Francesco Bagnaia saiu zerado da França e voltou a fazer duras críticas à GP25, moto da Ducati para a atual temporada da MotoGP. Agora, o italiano está 51 pontos atrás de Marc Márquez, companheiro de equipe e líder do campeonato

O GP da França foi para Francesco Bagnaia esquecer. No sábado (10), o italiano caiu sozinho no início da corrida sprint. No dia seguinte, até acertou a estratégia de pneus no caos, mas foi derrubado logo na largada e terminou em 16º, fora da zona de pontuação. O fato de sair zerado de Le Mans claramente o afastou da briga pelo título da MotoGP em 2025, com larga desvantagem para o companheiro Marc Márquez.

Após a corrida francesa, Bagnaia ficou com 51 pontos a menos que o líder do campeonato e buscou formas de se reanimar para as próximas etapas da temporada. Apesar disso, também voltou a fazer cobranças e críticas em relação à nova moto da Ducati, a GP25.

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“Corrida para esquecer, fim de semana para esquecer, é a primeira vez que fico zerado nas duas provas. Não fui capaz de conquistar nada. Estava forte, mas sem ter aquelas sensações positivas e isso piora na pista molhada. Na chuva, a moto normalmente te dá algumas respostas e essa aqui não me dá nada. Uma pena porque minha estratégia era perfeita, o único que seguiu foi o [Johann] Zarco”, afirmou.

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Francesco Bagnaia foi derrubado na largada do GP da França (Foto: AFP)

“Mesmo com a queda, poderia ter acabado entre os cinco primeiros, mas precisei parar porque a alavanca do câmbio estava meio bloqueada, as marchas entravam só algumas vezes. Voltei com outra moto, mas nada funcionou. É uma situação incômoda para mim e nada tranquila, difícil de aceitar porque sempre estive acostumado a outras coisas e agora estou em uma situação onde não tenho respostas da moto”, seguiu o bicampeão mundial.

“A moto da Ducati sempre me deu tantas respostas, mas agora não tenho, não consigo resolver meus problemas, é bem complicado. Quando acelero, dou 100% em todas as situações. O problema é que, com a GP25, posso fazer uma volta rápida ou cair, tenho sempre as mesmas impressões e esse é o problema. Estamos assim desde o início do ano, não sinto o limite, não sei onde está. Até o ano passado, sentia o pneu, todos os movimentos, em 2025 não tem nada”, concluiu.

MotoGP volta a acelerar entre 23 e 25 de maio, com o GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, para a 7ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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