Chefe diz que Mercedes “não pode ser bambi assustado” em disputa com McLaren

Toto Wolff falou sobre a disputa de desenvolvimento entre McLaren e Mercedes, e citou que as 'Flechas de Prata' não devem se comportar como um cervo assustado pelos faróis na hora de entender a performance da rival

A Mercedes deixou o GP de Miami, disputado no último dia 4, com a sensação de que pode desafiar a dominante McLaren caso consiga ajustar melhorias no W16. O time de Brackley viu Andrea Kimi Antonelli fazer a pole da corrida sprint e George Russell conquistar mais um pódio. Porém, a rival de Woking vencer mais uma vez e com outro 1-2 de Oscar Piastri e Lando Norris.

Para o chefe de equipe Toto Wolff, o ideal para a Mercedes caçar a rival não é tentar copiar o desenvolvimento do MCL39. O mandatário apontou a forma com que a McLaren deu a volta por cima desde o GP da Áustria de 2023, constantemente se apresentando no pódio, vencendo corridas e faturando o Mundial de Construtores em 2024.

“Não sei, mas acho que se coloca muita ênfase em como desenvolve o carro, você tem uma vantagem. Começou dois anos atrás na Áustria. Eles trouxeram uma atualização muito melhor que a esperada e parte do desenvolvimento desde então era gerenciar os pneus da maneira correra. Precisamos fazer melhor, precisamos entender. Precisamos descobrir onde devemos focar em termos de desenvolvimento”, comentou.

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Kimi Antonelli (Foto: AFP)

“Quais são os fatores que mais contribuem na performance? Estamos nisso. Não é que estamos olhando como Bambi assustado na frente de um farol. Estamos aqui e ali tentando descobrir, experimentando. E definitivamente vamos conseguir desafiar”, seguiu.

A Mercedes também descreveu a melhoria que teve nas corridas com temperatura ambiente mais elevadas no começo de 2025. No ano passado, 3 das 4 vitórias da equipe vieram em provas onde a condição climática era mais baixa, o que ajudou na performance do carro. Agora, o sentimento é de que um passo foi dado.

“Acho que fomos muito melhores nestas corridas quentes de início do ano do que no passado, bem melhor. Depois existe Silverstone, que é mais frio. As condições são bálticas. Fomos bons em Spa, bons em Las Vegas, então dá para ver um padrão. Agora, resolvemos os problemas de equilíbrio do ano passado. A dianteira e a traseira estão em um lugar melhor. Mas quando está quente e o equilíbrio não está onde deve, a McLaren é melhor”, concluiu.

Fórmula 1 retorna de 16 a 18 de maio para o GP da Emília-Romanha, em Ímola, o primeiro da temporada 2025 na Europa.

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