Derrota dura da McLaren e sentimentos mistos na Ferrari: o último dia da F1 em Ímola
No último dia de relato da experiência da cobertura do GP da Emília-Romanha, Bernardo Castro fala da redenção da Ferrari e o duro golpe sofrido pela McLaren, sobretudo por Oscar Piastri
McLaren e Ferrari viveram cenários bem distintos durante o último dia da Fórmula 1 em Ímola. Embora a equipe papaia tenha terminado a corrida com um resultado consideravelmente melhor que o dos italianos, a sensação que fica no fim é de derrota. Afinal, apesar do favoritismo, tanto Oscar Piastri quanto Lando Norris foram superados pela Red Bull de Max Verstappen. Já Charles Leclerc e Lewis Hamilton fizeram uma recuperação das mais improváveis. E com um sorriso largo durante a entrevista pós-corrida, foi impossível para o heptacampeão esconder a felicidade após grande remontada neste domingo (18).
A McLaren dominou todas as sessões do fim de semana da Fórmula 1 em Ímola. Depois de liderar os treinos livres, viu Piastri cravar a pole e despontar como favorito à vitória — ainda que Verstappen estivesse logo atrás. E na largada, aconteceu o que todos imaginavam. O tetracampeão tinha de aproveitar a oportunidade na primeira volta e assim o fez com uma ultrapassagem um tanto arrojada sobre o #81 na primeira curva. A partir daí, apenas administrou o ritmo para vencer com certa tranquilidade.
Piastri não fez questão de esconder que vacilou ao frear cedo demais na briga com o neerlandês. Além disso, admitiu que uma série de decisões erradas foram tomadas ao longo da corrida. A maior delas, certamente, foi aquela parada nos boxes muito antes de Verstappen e Norris e que não se pagou.
Mas aqui em Ímola também foi possível perceber uma mudança de comportamento na Ferrari — ainda que o sentimento entre os pilotos fosse distinto. Embora tenha conseguido escalar o pelotão, na zona mista, Leclerc estava visivelmente frustrado com a forma como a corrida se desenrolou. Afinal, as intervenções de safety-car atrapalharam consideravelmente a estratégia adotada.

Lewis, por outro lado, era só sorrisos, nem parecia o mesmo homem de quinta-feira. No dia de entrevistas coletivas da F1, na Ferrari, Hamilton estava com um semblante sério, meio receoso com o desempenho da equipe e com a adaptação ao carro. Hoje, depois de largar de 12º e terminar em quarto, era só risos. Falou sobre a experiência com a torcida italiana e, questionado pelo GRANDE PRÊMIO, destacou os pontos positivos da equipe em Ímola. Inclusive, disse que foi a primeira vez desde a China que se sentiu bem com o carro.
Meu último dia de cobertura em Ímola, inclusive, se encerrou com a pergunta para Hamilton. Diferente de quinta-feira, quando dei uma leve ‘viajada’ por ter caído na real de que finalmente estava cobrindo a F1 quando fiquei de frente para o heptacampeão, essa foi bem mais tranquila. Não vou negar que existiu um pouco de tensão, mas nada que fosse complicado de lidar. As ‘cascas’ criadas nos primeiros dias também ajudaram, de certa forma.
Hoje me despeço de Ímola muito feliz por ter completado a primeira cobertura in loco. No entanto, ainda não me despeço da Fórmula 1. Na semana que vem estarei em Mônaco para contar novas histórias. Então, só resta esperar que a experiência seja tão positiva quanto foi na Itália.
Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO está IN LOCO na Itália para acompanhar todas as emoções da etapa com os repórteres Bernardo Castro e Leonid Kliuev. A Fórmula 1 retorna já no próximo fim de semana, de 23 a 25 de maio, com o GP de Mônaco.
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