Hamilton critica carros “mais pesados” e diz que F1 “não está na direção correta”

Lewis Hamilton destacou que, apesar de carros de 2026 serem mais leves que os atuais, ainda seguirão muito pesados e lembrou do som produzido pelos motores do passado

Lewis Hamilton voltou a se posicionar contra o caminho técnico que a Fórmula 1 está adotando para o futuro. Durante o fim de semana do GP da Emília-Romanha, afirmou que não acredita na direção escolhida para o novo regulamento de motores de 2026, especialmente pelo peso dos carros e pela falta do som característico que marcou eras anteriores.

A nova regulamentação técnica da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) prevê motores com uma distribuição de potência de 50% elétrica e 50% combustão. Além disso, as novas unidades serão movidas a combustível 100% sintético.

“Pessoalmente, não acredito que a F1 esteja indo na direção correta. Estamos seguindo um rumo mais lento, com carros mais pesados. No ano que vem, eles serão um pouco mais leves, mas estes são os mais pesados que já pilotei”, afirmou Hamilton em entrevista à Sky Itália.

O debate em torno de 2026 também incluiu a possibilidade do retorno dos motores V10, proposta que chegou a ganhar apoio de nomes como Charles Leclerc e o próprio Hamilton, mas foi descartada após resistência de maior parte das montadoras.

Motores da F1 2026 seguem gerando debate na categoria (Foto: AFP)

“Sinto falta do som. Quando você ouve um V12 da Ferrari, sente a paixão. Quando começamos com os V6, foi positivo em termos de sustentabilidade, mas não podemos esquecer que o som é diferente do que se ouvia quando Michael Schumacher passava em 2003, por exemplo”, completou.

Os motores da próxima temporada seguem gerando polêmica e divisão na F1. Christian Horner, chefe da Red Bull, se posicionou novamente favorável a ajustes no regulamento após o jornal Motor ES relatar que, durante algumas simulações no circuito de Monza, na Itália, a Mercedes demonstrou que o aspecto híbrido do motor é completamente deficiente.

Com base nos dados obtidos, a potência elétrica estaria se esgotando no meio da reta principal, deixando os mesmos dependendo apenas do motor de combustão interna, traduzindo-se em uma potência entre 540 e 570 CVmenor do que de um carro de Fórmula 2, por exemplo. A ideia seria ajustar o equilíbrio de potência para 36% para as baterias e 64% para a combustão.

Em contrapartida, Toto Wolff é uma das figuras mais vocais na defesa do formato, chegando a definir a discussão como “piada”. Do mesmo lado estão Honda e Audi. A fabricante japonesa citou a maior eletrificação como motivo de retroceder na decisão de deixar a F1, mesmo motivo que atraiu os alemães para a categoria.

Fórmula 1 realiza o GP de Mônaco de 23 a 25 de maio, em Monte Carlo, oitava etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

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GP de Mônaco de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique

DataSessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
23 (sexta-feira)Treino livre 108:3010:3012:3013:30
23 (sexta-feira)Treino livre 212:0014:0016:0017:00
24 (sábado)Treino livre 307:3009:3011:3012:30
24 (sábado)Classificação11:0013:0015:0016:00
25 (domingo)Corrida10:0012:0014:0015:00

*Horário de Brasília

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