Honda admite interesse em Martín, mas enfatiza: “Não vamos assinar sob contrato”
A Honda confirmou que tem interesse em Jorge Martín e que seria "idiota" se não buscasse um piloto como o atual campeão mundial da MotoGP. Mesmo assim, voltou a dizer que só vai conversar quando o espanhol estiver livre da Aprilia
O mercado de pilotos da MotoGP para 2026 já está agitado, graças a uma montadora específica: Honda. A fábrica japonesa tem uma vaga em aberto no time principal para o próximo ano e conta com diversas opções, inclusive o atual campeão Jorge Martín.
No momento, a equipe de fábrica da Honda tem apenas Joan Mir garantido para 2026. O companheiro Luca Marini afirmou que está em negociações avançadas, mas o time ainda mostrou interesse recente em Toprak Razgatlioglu, Pedro Acosta e em Johann Zarco — que já corre na satélite LCR.
Mas a grande bomba foi o nome de Jorge Martín. Há dez dias, a publicação inglesa Autosport foi a primeira a noticiar que o atual campeão da MotoGP tinha ido até o circuito de Le Mans para comunicar a Aprilia da intenção de ativar uma cláusula contratual que o permitia receber ofertas de outras equipes caso não estivesse entre os ponteiros do campeonato até o sexto GP do ano.
De acordo com a publicação, o acordo assinado no ano passado não deixa o #1 amarrado para 2026, com a Honda surgindo como grande interessada. O chefe Alberto Puig, então, apareceu para tentar esclarecer a situação da fábrica de Tóquio durante o TL1 em Silverstone.

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“Todas as equipes do paddock estão interessadas em um piloto como [Jorge] Martín. Se alguém não se interessa, é um idiota”, afirmou o dirigente à transmissão oficial da categoria.
“Nós nunca vamos assinar com um piloto sob contrato, não é o estilo da Honda. Mas se perguntar sobre interesse em um piloto como Martín, evidentemente que temos. Estamos interessados em todos os pilotos rápidos. Se estiver livre no final do ano, claramente é um daqueles para termos em conta”, acrescentou.
Questionado sobre a possibilidade da Honda expandir de quatro para seis motos no grid da MotoGP no futuro, Puig destacou que a decisão precisaria vir da fábrica no Japão.
“Ter seis motos no grid significaria mais trabalho. Não é algo que está sobre a mesa neste momento, mas se a conjuntura de fatores ajudar, [a direção] no Japão vão decidir se é possível ou não”, concluiu.
A MotoGP volta a acelerar ainda nesta sexta-feira (23), a partir de 12h (de Brasília), com mais um treino para o GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, para a 7ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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