Kanaan brinca que “não está a fim” de substituir Larson na Indy 500: “Sem chuva”
Tony Kanaan foi designado pela McLaren como possível substituto de Kyle Larson nas 500 Milhas de Indianápolis, mas não se empolga com a chance por agenda cheia
Tony Kanaan está aposentado como piloto da Indy, o que não quer dizer que está livre de surpresas. Neste domingo (25), pode voltar às pistas no cockpit da McLaren para disputar as 500 Milhas de Indianápolis. Kyle Larson tenta o ‘Double-Duty’ — correr a Indy 500 e a Charlotte 600 no mesmo dia. Como prioriza a prova da Nascar, deixará Indianápolis no sábado para participar da classificação em Charlotte e tentará retornar para a largada. Caso não consiga, o brasileiro assume o carro #17 — porém, não está empolgado com a possibilidade.
Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Kanaan falou sobre a agenda pesada em Indianápolis e revelou que já herdou alguns compromissos de Larson — como o tradicional desfile dos pilotos, já que o americano estará ausente. Na quinta-feira (15), participou de teste para ficar apto a correr, caso necessário. Apesar de brincar com a possibilidade, garantiu que levará a prova a sério caso entre na pista.
“No sábado, Kyle [Larson] tem que ir embora depois da reunião dos pilotos, porque tem que se classificar para a corrida. Não estará no desfile dos pilotos. Então, terei que participar. É muito legal, mas não estava na minha programação”, explicou ao GP.
“Pelo amor de Deus, tomara que não chova. Acordar às 6h, chovendo, e ter que correr 500 Milhas, largando em último. Não sei se estou a fim de fazer isso. Mas faz parte do trabalho. Tive que conversar com minha esposa, porque se precisar entrar no carro, vou correr para valer. Não vou ficar dando voltas só para fazer número. Mas não estou pensando nisso. Se parar para pensar, vou pedir para hibernar até segunda-feira”, falou, em tom bem-humorado.

É a segunda vez que Larson tenta disputar as duas corridas. Em 2024, priorizou a disputa em Indianápolis, mas viu o mau tempo atrasar a largada em quatro horas, o que complicou a logística. Chegou em Charlotte com a prova em andamento. Uma bandeira vermelha — devido à chuva — permitiu que entrasse no carro, mas o aguaceiro impediu o retorno. Por não competir nas 600 Milhas, precisou de autorização para continuar elegível para os play-offs.
Caso dispute a prova, Tony precisará largar no fim do grid. Em comunicado emitido em abril, a Indy definiu que, com base no artigo 8.1.8.6., em caso de troca de pilotos, o carro em questão largará na última posição — mesmo que o time resolva chamar o titular de volta, o que está permitido.
A agenda está longe de ser tranquila. Mesmo que não tenha obrigação de correr, já tem o dia cheio de compromissos com patrocinadores, mídia e equipe. Se tiver de assumir o carro, será com pouca preparação — e muita exaustão acumulada.
“Tenho café da manhã com patrocinadores. Na hora do almoço, duas entrevistas. Não vou participar da reunião dos pilotos, mas vou precisar estar preparado para o desfile, que dura duas horas. Tenho nove compromissos depois disso, o último é às 22h30, em um restaurante no centro da cidade. Então venho para a pista e vou dormir”, concluiu.
As 500 Milhas de Indianápolis acontecem no próximo domingo (25), com largada a partir das 13h00 (de Brasília, GMT-3), com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO. O pole-position será o novato russo Robert Shwartzman, da Prema.
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