FIA testa novo bloco da prancha do assoalho a partir do GP da Espanha para conter faíscas

Os blocos de deslizamento localizados na prancha do assoalho são feitos de titânio, mas o atrito entre a peça e o asfalto gera muitas faíscas, o que deu muita dor de cabeça no Japão. A FIA, então, vai testar blocos de aço em Barcelona

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) vai testar um novo design do bloco de deslizamento da prancha do assoalho a partir deste fim de semana, no GP da Espanha. A medida é por questões de segurança depois das inúmeras bandeiras vermelhas no GP do Japão por conta do fogo no gramado de Suzuka provenientes das faíscas geradas pelo atrito entre a peça e o asfalto.

O bloco de deslizamento atual é feito de titânio e é projetado para se desgastar naturalmente com o carro em pista. A peça também protege o assoalho e garante a manutenção da altura necessária entre o fundo do veículo e o chão.

Por conta do efeito-solo, os carros atuais precisam ser bem próximos ao solo para que o fluxo de ar gerado embaixo do assoalho ‘grude’ o veículo ao chão e, com isso, gere ganho de velocidade. Em Suzuka, o recapeamento da pista permitiu que as equipes aproveitassem ao máximo isso, só que as faíscas geradas por esse atrito causou uma verdadeira dor de cabeça: nada menos do que cinco paralisações das atividades aconteceram ao longo do fim de semana por causa do fogo ao redor do traçado.

Uma proposta, então, foi apresentada, sugerindo que os blocos passem a ser de aço, que não atinge temperaturas tão altas como o titânio, diminuindo o risco de incêndios. A FIA fará o primeiro teste em Barcelona, e se a análise for bem-sucedida, os blocos de aço também poderão ser usados em pistas como Silverstone (Inglaterra), Red Bull Ring (Áustria) e Gilles Villeneuve (Canadá).

O fogo no gramado na classificação do GP do Japão (Vídeo: Reprodução/F1 TV)

Já locais como Azerbaijão, Cingapura, Las Vegas, Catar e Abu Dhabi continuarão usando o bloco de deslizamento de titânio no assoalho.

Embora o teste esteja confirmado, a ideia não foi recebida com tanto entusiasmo na última reunião da Comissão de F1. A preocupação principal é com o peso adicional na substituição do material e também com um possível desgaste acelerado do bloco.

Quanto a este segundo ponto, aliás, o risco é que, se de fato houver desgaste excessivo, mas a mudança for aprovada, as equipes sejam obrigadas a subir a altura do carro, comprometendo consequentemente a performance aerodinâmica.

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GP da Espanha de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:

SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre 108:3010:3012:3013:30
Treino livre 212:0014:0016:0017:00
Treino livre 307:3009:3011:3012:30
Classificação11:0013:0015:0016:00
Corrida10:0012:0014:0015:00

*Horários em Brasília

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