Lindblad brilha com atuação sólida na Espanha e bagunça de vez disputa por título da F2 2025
Arvid Lindblad comprovou na Espanha parcela da expectativa depositada sobre ele com uma atuação daquelas 'maiúsculas'. Mas a montanha-russa Alexander Dunne traz tempero único a uma Fórmula 2 que caminha para ser imprevisível em 2025
A vitória de Arvid Lindblad na corrida 2 da rodada da Espanha, realizada no domingo (1º), foi daquelas que se pode chamar de ‘maiúscula’, por mais que partir da primeira colocação possa criar a falsa impressão de que o piloto só precisou ficar longe de erros para vencer. É um pensamento errôneo, ainda mais quando se trata de um circuito travado e muito técnico como Barcelona, em que a posição de largada pode dizer bastante sobre o resultado final, por isso a performance do piloto de 17 anos merecidamente o colocou de vez na disputa do título da Fórmula 2 2025.
Lindblad é, sem dúvida, dos nomes mais visados no atual grid da categoria, e por razão semelhante à vista com Andrea Kimi Antonelli, o prodígio da Mercedes que chegou à F1 aos 18 anos. Ele tem 17 e também é encarado como um talento especial pela Red Bull, equipe da qual faz parte desde 2021. E a julgar por declarações recentes de Helmut Marko somadas ao desempenho ruim de Liam Lawson na Racing Bulls, não seria nenhum absurdo se os taurinos decidissem por um estágio antecipado.
Ou um trainee, na verdade, já que Lindblad parece realmente ser o futuro da Red Bull ao lado de Isack Hadjar, e não é exagero algum dizer que esta é a primeira vez desde o estouro de Max Verstappen que os taurinos têm em mãos não apenas um, mas dois pilotos que podem, de alguma forma, suceder o legado já consolidado pelo tetracampeão — o que é a melhor notícia possível, já que os últimos anos foram de tentativa e erro no assento número 2.
Claro que isso é um prognóstico, muita coisa pode acontecer até lá, porém Lindblad comprovou uma parcela da expectativa depositada sobre ele na Catalunha. Na corrida sprint, foi tocado por Richard Verschoor, rodou, caiu para o fim da fila, apostou nos macios no safety-car, ultrapassou vários carros e pontuou com a punição de Sebastián Montoya. E foi apenas o começo.

No domingo, o ritmo foi ditado por ele. Seguro, livre de erros, guardou 27 dos 28 pontos disponíveis no dia (a volta mais rápida ficou com Alexander Dunne) e chegou a 79. A distância para a liderança é de apenas 8, e Lindblad já entendeu que precisa ser consistente daqui para frente para escalar a tabela ainda mais.
“Desde Jedá, dei um bom passo à frente e acho que, durante toda essa rodada tripla, fomos muito competitivos. Em Ímola, estávamos lutando pela vitória na corrida 2 e, em Mônaco, também estávamos no jogo, então acho que nas últimas rodadas estivemos lá”, disse na coletiva de imprensa pós-corrida.
“Portanto, vamos continuar fazendo o que estamos fazendo, focando no básico e fazendo tudo o que estiver sob nosso controle corretamente, e vamos ver onde chegaremos. Tenho total confiança na equipe, eles me deram um pacote muito forte nos últimos fins de semana de corrida, então tenho certeza de que estaremos bem na ponta nas próximas”, assegurou.
Sobre a rodada em si, o resultado não poderia ter sido melhor para quem quer ver o campeonato aberto até a última rodada. Luke Browning chegou à Espanha na liderança, mas teve um fim de semana para esquecer e caiu para quinto. Dunne, por sua vez, foi novamente de 0 a 100, mesmo com duas punições nas costas por batidas em outros pilotos. Na sprint, largou em 19º e foi outro que arriscou os macios para as voltas finais quando o safety-car entrou em ação. Atropelou os adversários, dessa vez no bom sentido, terminando em segundo.

“Depois do que aconteceu em Mônaco e do que aconteceu no treino livre [em Barcelona, quando acertou Victor Martns nos boxes] — aquilo foi completamente ridículo, não deveria acontecer e peço desculpas à equipe por isso —, estou muito, muito feliz”, começou Dunne depois do pódio na sprint. “Depois do último fim de semana, não queria tentar nada maluco e perder muitos pontos por causa disso. Depois do safety-car, tentei chegar à frente o mais rápido possível. Quando cheguei ao segundo lugar, fiquei bastante satisfeito”, salientou.
Dunne ainda é uma montanha-russa estranhamente boa de se acompanhar, pois é rápido na mesma proporção em que é estabanado, portanto nunca se sabe o que realmente pode sair dali. Mas se Lindblad mantiver o desempenho visto na Espanha, seria o duelo dos mais interessantes, com o devido respeito a Richard Verschoor, que venceu a sprint e foi ao pódio na corrida de domingo, recuperação ímpar e vice-liderança depois de duas rodadas ruins. Bom piloto, pois. Mas falta alguma coisa.
A Fórmula 2 volta de 27 a 29 de junho na rodada da Áustria, sétima da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades.
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
▶️ LEIA TAMBÉM: Opinião GP: Verstappen aciona modo insolente e vê disputa ruir por culpa própria na F1
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 2 direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!