Cassidy brinca com energia misteriosa da Porsche: “Cada engenheiro tem uma teoria”

A Porsche iniciou a corrida 2 do eP de Xangai com um nível de energia bem menor do que os concorrentes, o que gerou dúvidas em todo mundo: os que acompanhavam a corrida, aqueles no paddock e até pilotos, como o vencedor Nick Cassidy

Após uma série de atrasos devido ao caos climático local, a corrida 2 do eP de Xangai da Fórmula E começou com o pelotão atrás do safety-car, que deu algumas voltas pelo traçado para dissipar um pouco da água acumulada na pista. Quando a bandeira verde foi acionada e a largada permitida, porém, um dado curioso surgiu na tela: o déficit de energia dos carros da Porsche, que tinham bem menos bateria que os concorrentes.

Enquanto o líder Nick Cassidy tinha 84%, por exemplo, Pascal Wehrlein largou com 80% e António Félix da Costa, com 79%. Apenas Dan Ticktum, com trem de força Porsche de especificação antiga, acompanhou os dois — empatado com o português.

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Após a corrida, dominada de ponta a ponta por Cassidy (algo raríssimo na Fórmula E), o próprio vencedor não encontrou explicações para o déficit e brincou com o momento, ressaltando a curiosidade de todos em torno dos motivos.

“Já brinquei com o António [e disse] que cada engenheiro provavelmente vai ter uma teoria diferente sobre isso”, brincou Cassidy. “Agora, todos estão olhando para isso e pensando: ‘Que porra é essa?'”, disse.

Ao ser questionada sobre o assunto, porém, a Porsche não se alongou. Os pilotos também preferiram não comentar, mantendo o mistério no ar. Wehrlein, que terminou na segunda colocação, preferiu focar no fato de que simplesmente não tinha ritmo durante a corrida para tentar alcançar Cassidy.

“Tentei de tudo. Em alguns momentos do início, a distância era pequena, e tentei diminuir — mas acabei saindo da pista. Se corresse muitos riscos, poderia continuar tentando, mas não me aproximaria realmente. Por isso que aceitei bem cedo na corrida que Nick e a equipe dele simplesmente eram mais rápidos”, analisou Wehrlein.

Desanimado com as próprias chances de buscar um bicampeonato na Fórmula E este ano, Wehrlein admitiu que o foco da Porsche passa a ser nos Mundiais de Equipes e Construtores. Em um domínio inédito na história da categoria, Oliver Rowland abriu 68 pontos na liderança do Mundial de Pilotos, que tem o próprio Pascal como segundo colocado. Da Costa aparece em terceiro, 15 tentos atrás do companheiro de equipe.

“Para ser honesto, nosso foco mudou para os Mundiais de Equipes e Construtores. Mesmo antes de Xangai, tínhamos de aceitar que a distância era grande demais. Precisaríamos de um grande milagre para ter mais uma chance. Mas sem conquistar pontos no sábado, só foi ficando cada vez menos realista”, finalizou Wehrlein.

Fórmula E, agora, parte para uma rápida pausa e volta a acelerar com o eP de Jacarta, na Indonésia, dia 21 de junho. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e no Kwai.

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