Palou vê “timing errado” e volta a rejeitar mudança para F1: “Quero brigar por títulos”
Álex Palou exaltou Indy e sugeriu que passaria "três ou quatro anos" em equipe que não daria chance de disputar vitórias na Fórmula 1
Praticamente tetracampeão da Indy e vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, Álex Palou, como dizem, “zerou o game” na categoria de monopostos dos Estados Unidos. Por essas e outras, o espanhol tem sido alvo de questionamentos sobre uma possível mudança à F1, algo que o piloto da Ganassi rechaçou mais uma vez. Aos 28 anos, indicou que não quer passar “três ou quatro anos” sem chances de vitórias.
Em entrevista à revista alemã Auto Motor und Sport, Palou exaltou a competição da Indy e projetou continuar escrevendo a história nos Estados Unidos. Apesar de ter abandonado o GP de Detroit do último domingo (1), após receber um toque de David Malukas e ser lançado à barreira de pneus, o espanhol tem uma larga vantagem de 90 pontos para Pato O’Ward, o vice-líder, o que pavimenta o piloto da Ganassi a mais um título — o quarto.
“Na verdade, não [incomodam perguntas sobre ir à F1]. Não há lugar onde mais gostaria de estar do que aqui. Na Indy, tenho uma equipe excepcional e a chance de construir algo grandioso. Além disso, a competição é insana! Tivemos, sem dúvida, um início de temporada fantástico, mas sempre é preciso o primeiro treino [de cada etapa] para saber onde estamos [com relação ao grid]. Gosto dessa incerteza, causada pelo grande equilíbrio”, falou Palou.
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Palou foi lembrado de duas declarações de chefes de equipes da F1. James Vowles, comandante da Williams, disse que o espanhol é “muito rápido”, mas que precisaria de pelo menos um ano de testes, enquanto Frédéric Vasseur, líder da Ferrari, falou que o tricampeão da Indy ficou esquecido ao ir para os Estados Unidos. Questionado se pode rir disso tudo como vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, Palou disse que sim.
“Totalmente! Para que fique claro: amo a F1 e sempre foi um sonho. Mas, no momento, o timing simplesmente não é o certo. Por que desperdiçar três ou quatro anos em uma equipe que não pode vencer? Isso não é o que entendo por pilotar. Quero lutar por vitórias – especialmente nas 500 Milhas de Indianápolis – e por campeonatos. Só assim vou ficar feliz”, comentou Palou.
Palou esteve mais próximo da F1 em 2022, quando assinou contrato com a McLaren mesmo com um acordo em vigência com a Ganassi. O espanhol assumiu como reserva na F1 e seria titular do time de Woking na Indy. Depois de um acerto entre as partes, o piloto seguiu na Ganassi e fez alguns testes pela McLaren, como o TL1 do GP dos EUA daquele ano. A experiência na categoria mais popular do planeta acabou em 2023, quando Palou rejeitou seguir o contrato com os liderados por Zak Brown e seguir no time de Chip Ganassi.

“A vida continua [após ter feito só um TL1 pela McLaren]. A discussão vem dos fãs. Acompanho com muita tranquilidade, como um espectador da F1”, finalizou.
A Indy retorna em duas semanas com a etapa no oval de Gateway, localizado em Madison, no Illinois. A corrida acontece no dia 15 de junho, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.
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