Albon admite “falhas e fraquezas” da Williams após GP da Espanha: “Não temos supercarro”
Alexander Albon falou sobre o fim de semana complicado da Williams no GP da Espanha e afirmou que a equipe precisa evoluir em curvas longas antes da temporada 2026
A Williams teve, indiscutivelmente, a pior performance do ano no GP da Espanha, realizado no último final de semana. Depois de não ter avançado ao Q2 com Carlos Sainz e ao Q1 com Alexander Albon, a equipe saiu zerada de Barcelona, um local que costuma ser uma pedra no sapato do time, como pontuou o piloto tailandês.
Depois de largar no meio do grid, onde a confusão foi armada logo na largada, tanto Albon quanto Sainz acumularam danos na asa dianteira após toques na curva 1 e precisaram parar ainda cedo na corrida. No entanto, o pior ainda estava por vir para o #23, que danificou a asa novamente ao se chocar com Liam Lawson, recebeu uma punição de 10s e optou por recolher o carro na garagem e limitar os danos.
Porém, os incidentes não estragaram um fim de semana necessariamente positivo para a Williams. Como Albon destacou, a pista sempre é um desafio para a equipe, que tem problemas em curvas longas, apesar de ter dado um passo à frente nesta temporada em várias outras áreas.
“Não temos esse supercarro do pelotão intermediário que é rápido em todos os lugares. Ainda temos falhas e fraquezas. Já é uma tendência clara que praticamente todos ao redor já fizeram atualizações, então inevitavelmente vamos cair na ordem do grid em algum momento. Precisamos olhar para essa pista e entender como ela sempre nos prejudica. Sabemos que são as curvas longas, mas precisamos entender o porquê disso”, explicou Albon.

Apesar de lamentar as dificuldades da Williams na Catalunha, Albon também reconheceu que é importante passar por finais de semana como esse para, de fato, amadurecer e ajudar a equipe a resolver esses problemas.
“Pode parecer estranho, mas gosto de ir para essas pistas. Quero que sejamos uma equipe de ponta, e sei que essas são as pistas nas quais precisamos ser melhores, se quisermos chegar lá. É bom entender o problema e realmente colocar o carro à prova. Temos muito trabalho a fazer, então vamos realmente nos dedicar a isso”, acrescentou Albon.
“Melhoramos o carro em todos os aspectos, e definitivamente melhoramos nas curvas longas, mas ainda estamos um passo atrás de alguns outros”, seguiu.
Por fim, Albon reforçou a necessidade de melhorar a performance do carro em curvas longas ainda em 2025 e carregar essa evolução para a temporada seguinte. Para o tailandês, o problema não será magicamente resolvido com o novo regulamento de 2026.

“Os carros têm um DNA, e sabemos que se não resolvermos isso, se não entendermos isso este ano, não vamos entender no ano que vem. Então realmente precisamos ser bons nisso”, concluiu.
A Fórmula 1 volta de 13 a 15 de junho no Canadá, décima etapa da temporada 2025.
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